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Exclamações do editor: visão da final da Copa das Confederações

Dia 01/03/2016
03:07

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Aos 51 anos, frequento o Maracanã há mais de 46. Estive presente em inúmeras partidas da Seleção, passando pela classificação épica para Copa de 94, contra o Uruguai, com os dois gols do Baixinho Romário, até as fortes e uníssonas vaias contra Raí e Cafu na derrota contra a Argentina na despedida para 98. Nunca, nunca mesmo, houve um ambiente como o do jogo deste domingo. Não havia bairrismos, nem contra os "milionários/mercenários" brazucas. Uma grande emoção para quem sempre achou que a torcida que incentiva é mais feliz e ganha mais jogos do que a que vaia. Esta lua-de-mel tem a cara do Felipão. Enfim, 31 anos depois do caso de amor com a Seleção de 82, temos de uma Seleção que é amada por seu povo!

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O Brasil não ganhou com inovação tática, mas sim como que tomado por uma febre, que veio do vestiário e das ruas. A temperatura foi subindo, subindo, até se formar o Inferno do Maracanã, que começou a arder a armada espanhola no minuto 2 e não parou mais!

Neymar amadureceu, aos 21 anos, foi empossado presidente da Seleção em Brasília, no dia em que a presidente foi vaiada. Quatro semanas com vida de atleta, fora da agenda dos seus 15 patrocinadores e dos agitos da idade, deram razão aos que apostavam no seu talento. A ida para o Barcelona foi um grande acerto para ele e para os catalães. Lá ele vai estar muito mais vigiado do que aqui.  O craque vai amadurecer ainda mais. Quem não amadurece é o futebol  brasileiro, que não tem organização e competência para disputar com as melhores ligas do mundo e reter seus talentos!

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FOTO: Vanderlei Almeida/AFP

No início da competição, Neymar era o fominha de sempre. Depois da consagração dos primeiros jogos, ficou mais tranquilo e, na final, foi  garçom como nunca!

Cores: pela violência do pontapé em Neymar e por ser último homem, Arbeloa tinha de ter sido mandado pro chuveiro mais cedo pelo árbitro holandês. O laranja do apito amarelou feio ao não dar o vermelho!

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A Espanha perdeu feio. Foi totalmente dominada por um time comprometido e talentoso. Felipão operou um milagre, que nos deu a impressão de que formamos uma equipe de verdade. Tomara que o salto não fique alto! Mas não acho que a equipe ibérica possa ser avaliada por esta partida. Eles ainda têm gasolina para queimar! No domingo, Iniesta foi um solista perdido numa orquestra desafinada. Mas ele sempre encanta!


FOTO: Vanderlei Almeida/AFP

O artilheiro Fred joga com a alegria de um menino, mas com a maturidade de um craque veterano. Ganhou motivação na carreira quando vislumbrou a possibilidade de jogar a Copa. E, nesta ConfedCup, lutou com a disposição aumentada por treinos e um estilo de vida 100% atleta. Sacrifício que rendeu muitos dividendos a ele e ao time. Dopado de alegria!


Foto: Juan Barreto/AFP


Marcelo é motivo de preocupação constante para os adversários quando tem a bola nos pés. Na marcação, tem falhas e precisa controlar suas reações.  Num jogo como o contra o Uruguai, vencendo, ele poderia ter sido expulso sim. Mas o juiz inventou o pênalti! 

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O Maraca impressiona pela beleza e majestade. É novo e é o de sempre, ao mesmo tempo. Alguns temiam que o estádio perdesse o caráter. Ôôôôô, o Maracanã voltooooou!!!!!

O sistema de som do estádio não deu conta do show de abertura. Para uma arena com custo de mais de R$1,2 bilhão, quero poder ouvir o genial Jorge Benjor com  um mínimo de qualidade. Neste protesto eu também vou!

Quem esperava que a chegada da Fox significaria mais competição pelos direitos de TV, pode tirar o cavalinho da chuva. A empresa do titã da mídia, Murdoch, abriu mão da exclusiva Libertadores por jogos do Brasileiro que o SporTV cedeu. No setor VIP do Maraca,  trocavam carinhos e confidências os executivos Marcelo Campos Pinto, chefão do esporte da Globo, e Eduardo Zerbini, da Fox. Tudo sob controle e cercadinho!

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