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'Eurico do Sertão' tem seus méritos reconhecidos

Capa do site do Olé logo após o jogo (Reprodução)
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Dia 27/10/2015
21:37

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Apesar do comportamento polêmico sempre ressaltado, Luiz Torquato não deixa de ter seus méritos reconhecidos à frente do Guarany. Prova do respeito adquirido é que o atual governador do Ceará, o sobralense Cid Gomes, fez questão de comparecer ao jogo que garantiu ao clube o título da Série D, no domingo (vitória por 4 a 1 sobre o América-AM).

– O Guarany se confunde com o Luiz Torquato. É uma figura polêmica, mas que é a cara do clube. Querendo ou não, temos de render homenagens a ele. Não é fácil, com todas as dificuldades, ficar à frente de um time de futebol por tanto tempo – afirma Gomes, que deu nome ao troféu entregue pela Federação Cearense de Futebol (FCF) ao clube na ocasião.

O discurso é similar ao do prefeito de Sobral, Leônidas Cristino:

– Não é tarefa fácil administrar um time de futebol. Se não é nem nos grandes clubes, imagine em um pequeno do interior do Nordeste – diz.

Até mesmo opositores elogiam o cartola. No fim de 2005, Oman Carneiro liderou um grupo de amigos que esteve à frente do Guarany. Durante cerca de dois anos, o líder político local e dono de uma rádio enfrentou dificuldades para lidar com a resistência dos Torquato, que estavam fora do comando do clube.

Hoje, Oman ainda vive, indiretamente, embates com Luiz. Por ordem do dirigente, os jogadores estão proibidos há meses de falarem com os repórteres de sua rádio, devido às críticas à gestão do clube. Ainda assim, há espaço para elogios.

– Na época em que ele assumiu o clube, foi o único que quis, que estava disposto a isso. Ele poderia ter passado como alguém que não ganhou nada pelo clube. Sou contra o modelo atual de gestão do Guarany, mas há de se reconhecer que é uma conquista merecida para ele – reconhece Oman Carneiro.

Confira bate-bola com Oman Carneiro:

LANCENET!: Como o senhor vê a atual situação administrativa do Guarany?
OMAN CARNEIRO: Não é um clube. Não tem diretoria, conselho deliberativo, não tem nada. É um clube familiar. A família vive desse time. Embora funcionasse por apenas quatro meses por ano até pouco tempo, a família vive em função do time. É uma forma de se fazer futebol que não cabe mais no mundo. Cansei de dizer a ele, enquanto tivemos uma relação, para mudar isso, fazer um clube profissional.

LNET!: Como você encontrou o Guarany quando, junto do grupo gestor, assumiu o clube, em 2005?
O prefeito nos chamou e organizamos um grupo de amigos para gerir o time. O campeonato começava em janeiro. Em novembro, fomos à federação para saber quantos jogadores o clube tinha. Não tinha nenhum. Todos jogadores haviam rescindido com o clube 15 dias antes.

LNET!: Os sócios são informados das eleições do clube?
Eleição? Só sabemos que tem eleição para prefeito, deputado... Não avisam ninguém. Na cabeça das pessoas, ninguém sabe quem é o presidente do clube. Não é publicado que vai ter eleição. Nunca fui comunicado de uma reunião, uma votação, nada. Não tem estatuto, não tem nada.

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