Eternos! Craques das Copas contam suas histórias
- Matéria
- Mais Notícias
É comum ouvir a afirmativa de que o Brasil não cuida bem de sua História. No que depender de uma iniciativa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e do Museu do Futebol, no entanto, importantes tesouros do futebol brasileiro serão preservados.
Até dezembro do ano que vem, 60 jogadores que participaram das Copas de 1954 a 2010 eternizarão seus depoimentos, que farão parte de um acervo de som e imagem a ser disponibilizado no Museu do Futebol, em São Paulo. O projeto "Futebol, Memória e Patrimônio" espera reunir um total de 150 horas de depoimentos.
– Priorizamos os mais antigos. Todos os ex-jogadores que estão lúcidos foram ouvidos. Ouviremos os que estiverem em boas condições e que disputaram Copas até 74. A partir daí, o critério será o da relevância. A ideia é reconstruir a trajetória dos jogadores, além de entender a transição entre amadorismo e profissionalismo – disse Ludmila Mendonça Ribeiro, pesquisadora responsável pelo projeto.
A iniciativa foi festejada por Marcelo Neves, presidente da Associação dos Campeões Mundiais:
– Futebol deveria fazer parte do currículo escolar. Se você falar com um jogador atual, ele não conhece a Seleção de 58. Vamos ver se isso ajuda na preservação desta parte importante da nossa História.
Ludmila Ribeiro admitiu que o projeto foi fomentado pela realização da Copa de 2014, mas argumentou que a preservação é importante para a compreensão da própria trajetória do Brasil nos últimos 80 anos.
AGENDA É ENTRAVE
Os realizadores do projeto têm de conviver com a incompatibilidade de agendas de alguns dos principais astros do nosso futebol. Sonhos de consumo, os depoimentos de Zagallo, Romário, Zico e Pelé ainda não foram agendados por indisponibilidade de datas.
– Alguns deles realmente têm uma agenda muito atribulada, mas é importante ressaltar que não houve recusa alguma por parte de nenhum dos ex-jogadores que foram procurados – disse Ludmila Mendonça Ribeiro.
Foram registrados os depoimentos dos seguintes ex- jogadores: Cabeção, Dino Sani, Djalma Santos, Índio, Amarildo, Coutinho, Pepe, Ado, Félix, Dadá, Piazza, Gérson, Edu, Mengálvio, Roberto Miranda e Leão.
Ninguém quer as lembranças na gaveta. Recebo correspondências do mundo todo por conta do tricampeonato na Copa do Mundo de 70.
No Brasil, não há esta cultura de reverência e preservação. Felizmente, esta iniciativa quebrou um pouco disto. Os que fizeram parte desta História querem expor aos torcedores, ninguém quer guardar suas lembranças apenas para si próprio.
Com o meu depoimento, esta história ficará disponível para quem quiser conhecê-la.
Tomara que outras iniciativas semelhantes sejam levadas adiante em todo o Brasil. Isto é um tesouro que temos de dividir.
- Matéria
- Mais Notícias















