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Embalado pelo Gaucho, Inter vai para o Brasileiro 'à vera'

Torcedor que invadiu o campo, Vasco x Avaí (Foto: Cleber Mendes)
imagem cameraTorcedor que invadiu o campo, Vasco x Avaí (Foto: Cleber Mendes)
Dia 27/10/2015
21:34

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O Brasileirão de 2010 foi jogado às traças pelo Inter. Depois de garantir o título da Copa Libertadores, o planejamento de Celso Roth deu conta de utilizar a competição para preparar a equipe para o Mundial de Clubes. Ainda que no início, tanto com Jorge Fossati quanto com Roth, tenha tido uma boa arrancada, a taça continental arrefeceu os ânimos para o restante do Brasileiro. Terminou em sétimo lugar, sem brilhar muito e também eliminado em Abu Dhabi.

Em 2011, o foco principal até o momento era a Libertadores. O time B, formado por garotos, disputou o primeiro turno do Gauchão para deixar os titulares se preparando para buscar o bicampeonato. A primeira fase até foi tranquila para o Inter, com apenas um tropeço diante do Jaguares. Mas as atuações não convenceram o departamento de futebol, e Celso Roth foi demitido antes até do clube garantir classificação para as oitavas de final. No primeiro duelo de mata-mata, contra o Peñarol, foi desclassificado em pleno Beira-Rio com dois gols sofridos em menos de cinco minutos.

O Inter foi uma das equipes que mais manteve o grupo de jogadores em relação a 2010. Com uma política de manutenção de base, fez contratações pontuais para o seu elenco e incrementou em qualidade para a disputa da Libertadores. No entanto, a eliminação na competição também acelerou alguns processos para saída de jogadores do clube.

A direção colorada promete mudanças no elenco para o Brasileirão, e confirmou apenas as contratações dos atacantes Gilberto, ex-Santa Cruz, e Siloé, ex-Horizonte-CE. Jogadores mais veteranos, caso do zagueiro Índio, podem deixar o clube.

PONTO FORTE
O meio-campo. O Inter tem jogadores de muita qualidade técnica no setor, que em um lance podem modificar o panorama da partida. Os dois volantes titulares, Bolatti e Guiñazu, sabem marcar em jogar. Os meias D'Alessandro e Andrezinho podem decidir o jogo em jogadas de bola parada ou de fora da área. Há ainda no banco de reservas o garoto Oscar, o meia-atacante Zé Roberto e o veterano e experiente Tinga.

PONTO FRACO
A defesa. Os zagueiros colorados ainda não imprimiram confiança para os torcedores. Bolívar não tem as mesmas atuações que teve no Brasileirão de 2010. Índio não repete também seu bom retrospecto no Inter e terminou no banco. Rodrigo tem sido regular.

CARÊNCIAS
Há carências já admitidas pela diretoria colorada. O Inter busca lateral direito para brigar por posição com Nei, que apesar de ir bem na final do Gauchão não teve atuações destacadas. A defesa também merece atenção, as opções são diminutas. Há jovens no elenco, como Juan, Ronaldo Alves e Rodrigo Moledo, mas seriam apostas. Além disso, para o ataque também é necessário trazer jogadores. Damião tem tudo para ser convocado para a Copa América, e desfalcaria o Inter por quase um mês. A permanência de Rafael Sobis ainda é uma incógnita. E Cavenaghi não pode jogar se os três outros argentinos – D'Ale, Guiñazu e Bolatti – estiverem escalados.

ASTRO DO TIME
D'Alessandro continua como o principal jogador do elenco. Apesar de uma menção honrosa a Leandro Damião, o meia argentino é a fonte de criatividade da equipe colorada. Claro, há bons coadjuvantes, mas o camisa 10 tem o papel principal de regente. O Inter fica diferente com a presença do esquentado jogador, que dita o ritmo e cadencia o jogo.

TIME-BASE: Renan, Nei, Bolívar, Rodrigo e Kleber; Bolatti, Guiñazu, Andrezinho e D'Alessandro; Oscar e Leandro Damião - Técnico: Falcão

ELENCO
Goleiros: Lauro, Renan, Muriel e Agenor.
Laterais: Nei, Kleber, Daniel, Massari e Fabrício
Zagueiros: Bolívar, Rodrigo, Índio, Juan, Rodrigo Moledo, Sorondo e Ronaldo Alves
Volantes: Bolatti, Guiñazu, Tinga, Wilson Matias, Glaydson, Augusto e Milton Junior
Meias: D'Alessandro, Andrezinho, Oscar, Zé Roberto, Eduardo Sasha e Ricardo Goulart
Atacantes: Leandro Damião, Rafael Sobis, Cavenaghi e Alex

OPINIÃO DOS ESPECIALISTAS:

Cláudio Duarte, ex-jogador do Inter e ex-técnico de Inter e Grêmio

"Tudo que eu falar vale tanto para Inter quanto para Grêmio. Os clubes não podem se iludir com o Gauchão. Algumas coisas que precisam ser corrigidas, que o pessoal que está lá dentro tem consciência das dificuldades e das deficiências nos setores. Individualmente alguns ficaram aquém do esperado. Quero acreditar que eles sabem disso e vão atrás de algumas funções que estão carentes. Precisam se reforçar para o campeonato, até para formação de grupo. Para Campeonato Brasileiro, o grupo pesa muito. Na quarta ou quinta rodada já tem problema de suspensão, possíveis expulsões, lesões. Nos pontos corridos, normalmente ganha quem tem peças de reposição.  

Se o Inter tiver consciência das dificuldades e sem se iludir pelo Gauchão, que é uma competição entre dois times, por melhores que sejam os times do interior, não tem como fazer um parâmetro. No Brasileirão só tem cachorro grande. Se tiver consciência é candidato. Algumas titularidades são questionáveis, hoje em nível de Brasileiro, algumas pela produção são sim questionáveis."

Maurício Saraiva, comentarista da RBS TV

"Acredito que o Inter tem potencial no elenco para disputar o título em igualdade de condições com São Paulo, Cruzeiro e Santos - este, meu favorito para o Brasileirão. O grupo de jogadores tem boa qualidade e passará por um rejuvenescimento, especialmente a zaga central. Falcão projeta que pelo menos quatro jogadores em nível de titularidade sejam contratados para o campeonato, o que reforçaria ainda mais a candidatura. Há também a ideia de maior aproveitamento de alguns jogadores feitos na base como zagueiros Juan e Romário e o atacante Ricardo Goulart. Rejuvenescer a zaga central é uma das metas do Inter, um parceiro mais jovem ao lado do capitão Bolívar. Na frente, é preciso contratar e definir um atacante titular para jogar com Leandro Damião. Se Damião for para a Copa América, cresce a necessidade de reforço para o setor."

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