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Eleição no Botafogo: Carlos Eduardo quer camisa 10 logo

Dia 27/10/2015
21:32

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Formado em Administração e pós-graduado em Marketing, Carlos Eduardo Pereira trabalha com consultoria e gestão de shopping centers e empreendimentos comerciais. Candidato da oposição, ele já ocupou a Vice-Presidência Geral do clube em 1995 e atualmente é presidente da Comissão Permanente do Conselho Deliberativo. Como ponto a destacar de suas metas, está conseguir rapidamente um grande camisa 10.

E MAIS
> Confira a entrevista com o candidato da situação, Mauricio Assumpção

Assista a trechos da entrevista com Carlos Eduardo Pereira

Carlos Eduardo encabeça a chapa "Preta e Branca", que tem como vice o empresário Anderson Simões. O candidato defende a valorização das cores do clube.

O que fazer para conseguir a contratação do camisa 10 de impacto?

Nosso esforço será para manter o time atual e reforçá-lo. Desejo ter mais sucesso do que o Mauricio na busca pelo camisa 10. Ele está há três anos procurando. Espero trazer de imediato um 10. Não vou prometer nomes, mas o Diego (apoiador do Atlético de Madrid, da Espanha) não está na nossa realidade. Não vou prometer nome que gere frustração.

Como estava o clube há três anos e como se encontra hoje?

Há três anos o clube não tinha um plantel de qualidade, nem transparência nos balanços. Até apoiei a eleição do Mauricio, pois via a possibilidade de uma gestão compartilhada e transparente, mas em três anos ele foi se afastando daqueles compromissos que hoje estamos trazendo de novo para o sócios.

A dívida do Botafogo, hoje, é estimada em mais de R$ 300 milhões. Como pagar isso?

Essas grandes dívidas são administráveis. Devemos saber aquilo que se pode pagar a curto prazo, o que pagar a médio prazo e o que negociar. Você precisa de alguma maneira gerar superávit. Isso é básico. É preciso ter uma gestão responsável e procurar formas de se conseguir novas receitas.

Como criar receitas que possam resolver esta questão?

Uma solução é criar jovens valores e colocar no mercado. Precisamos vender. Sobre o Engenhão, o Botafogo tem muitos encargos, despesas elevadas com a manutenção. Precisamos conversar com a Prefeitura e renegociar diversos valores. E o estádio tem muitas áreas ociosas. Precisamos ocupar esses espaços. Como o Engenhão foi construído pelo poder público, não foi pensado como uma arena rentável. Nos cabe aproveitar o estádio de maneira inteligente.

Como usar o Engenhão, tendo a preocupação de a torcida não aprovar certas mudanças?

Não acredito que apareça uma empresa para violentar os valores do Botafogo. Se o clube tem a responsabilidade de tudo dentro do estádio, precisa ter primazia para tomar determinadas decisões.

E se oferecessem pagar R$ 30 milhões para pintar de vermelho e preto?

Precisamos dialogar com as empresas e mostrar que as cores do Botafogo não depreciam a marca. Mesmo se oferecerem R$ 50 milhões para trocar a Estrela Solitária na camisa, eu não faço.

O CT profissional vai sair do papel? Existe um projeto?

Faremos um CT integrado entre a base e o profissional. Nosso objetivo é fazer com que todos treinem juntos. Temos alternativas de terrenos na Zona Oeste, com espaço para dez campos oficiais. Não vejo segurança em Marechal Hermes. O terreno não é do Botafogo. Em Marechal ficaria um núcleo de peneira.

Você é a favor de dirigente ser remunerado?

Não há necessidade de remuneração. O clube não é uma empresa. Você não faz planejamento para obter lucro no fim do Brasileiro, mas para vencer o campeonato. O lucro é esportivo. Se você ganhar levando prejuízo financeiro, vai ficar muito feliz.

Qual é o seu técnico ideal?

Uma pessoa que seja jovem e conheça o peso do que é o clube. Gosto do Marcelo Oliveira.

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