Distribuição de ingressos para deficientes no Maracanã tem princípio de confusão
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Os torcedores com deficiências físicas que procuraram o Maracanã para conseguir gratuidades e assistir ao amistoso entre Brasil e Inglaterra tiveram dificuldades. Houve, inclusive, um princípio de confusão. Cerca de 50 pessoas protestaram e chamaram a polícia para garantir a entrega.
- O deficiente tinha de chegar às 8h para pegar o ingresso, o que não faz sentido. Já com necessidade especial, tem de sair de longe, pegar o ingresso e ficar esperando a hora do jogo ou voltar para casa e retornar depois - reclamou o cadeirante Fabinho.
Outra deficiente, Maria de Lurdes, irritou-se com exigências no momento da troca do ingresso e comprovação de sua condição.
- Eu tenho uma deficiência e estavam exigindo um laudo médico. Tenho uma carteira da prefeitura (de transporte público) e tive de esperar meia-hora até que alguém viesse e me desse o ingresso - disse.
Já o torcedor Luiz Claudio Bastos, que foi ao estádio acompanhado por seu filho portador de síndrome de Down, também se exaltou com o tratamento recebido.
- Esse tipo de evento não é feito para nós, cidadãos trabalhadores. Eu cheguei aqui num horário adequado e me disseram que não tinha mais ingresso. Foi preciso a imprensa vir noticiar para eles darem o ingresso a quem tinha direito - afirmou.
O que também causou desconforto entre os deficientes foi a maneira de se dividir as gratuidades. Em certo momento, a afirmação era de que o privilégio só seria dado a menores de 12 anos e cadeirantes.
- Não se pode dividir dessa maneira. Esse tipo de especificação não existe em lei - bradou novamente o cadeirante Fabinho.
Por fim, o problema foi resolvido. A organização decidiu liberar os ingressos após o início da confusão. A distribuição para os deficientes está sendo feita sem problemas.
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