Dirigente argentino põe em dúvida realização de Copa América extra
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O secretário-geral da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), o argentino José Luis Meiszner, pôs em dúvida nesta terça-feira a realização da Copa América de 2016. O torneio, marcado para ser disputado nos Estados Unidos, seria comemorativo ao centenário da competição. Segundo o dirigente, as prisões de dirigentes ligados às federações dos países que disputam o torneio colocam "um ponto de interrogação" sobre a possibilidade do mesmo ser realizado.
- Hoje é preciso se colocar uma enorme interrogação sobre a possibilidade de disputar essa Copa. O presidente de uma das confederações está preso, as empresas detentoras dos direitos de transmissão estão com os seus fundos bloqueados, não se pode dizer que as coisas no futuro vão correr como estão previstas - disse Meiszner à Rádio América, da Argentina.
Segundo a investigação levada a cabo pelo FBI, centenas de milhões de dólares circularam como propina para a liberação dos direitos comerciais da Copa América nas últimas décadas. Um dos dirigentes que teve sua prisão decretada é o paraguaio Nicolás Leoz, ex-presidente da Conmebol. Os Estados Unidos pedem a extradição dele.
- Os titulares dos direitos são questionados na Justiça e não têm condições de cumprir os seus compromissos contratuais - disse Meiszner.
A Copa América de 2016 seria disputado pela primeira vez por 16 seleções, as 10 da América do Sul, o México, os Estados Unidos e mais quatro outros países filiados à Concacaf (Confederação das Américas do Norte, Central e Caribe). Apesar dos recentes escândalos a Copa América deste ano, no Chile, está confirmada.
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