Diretoria do Flu corre contra o tempo para reorganizar o futebol
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O departamento de futebol do Fluminense está sem treinador, sem vice-presidente e, consequentemente, sem gestor. Como o poder era centralizado na pessoa de Alcides Antunes, demitido na véspera do Fla-Flu, os presidentes do clube, Peter Siemsen, e da patrocinadora, Celso Barros, correm contra o tempo para organizar a casa tricolor. Mas sem demonstrar qualquer prioridade de planejamento.
Seguindo sua vontade, Peter já entrou em contato com Felipe Ximenes e o convidou para o cargo remunerado de diretor executivo do futebol. A estabilidade profissional e financeira vivida atualmente por Felipe como dirigente do Coritiba é a grande dificuldade para ele aceitar a mudança.
– Houve uma procura normal do mercado. A minha área é mais administrativa, não gosto de ficar valorizando, minha atuação é outra. Agora mesmo estou com o fisiologista do Coritiba, resolvendo coisas do clássico de ontem. Não quero mais falar disso, até porque estou há mais de um ano no Coritiba – disse Ximenes, em respeito ao Coxa.
Alcides Antunes é aplaudido pelos jogadores na despedida
APROVADO PELO CAPITÃO
Assim como uma nova estrutura de gestão do futebol tricolor. O nome de Felipe Ximenes para um cargo executivo nas Laranjeiras não agrada a todos no clube, mas conta com a aprovação de um que vale por muitos. Felipe foi um dos responsáveis pela contratação do atacante Fred e, caso aceite o convite, terá no capitão tricolor um forte aliado para conquistar o grupo, assim como Alcides Antunes fez no passado.
ADILSON É OFERECIDO E AGRADA A CELSO BARROS
Por outro lado, Celso Barros já está atento aos nomes disponíveis no futebol brasileiro para comandar o time. Mas o primeiro nome de sua lista, Dorival Jr., está empregado.
– Para ir para o Fluminense, vai precisar ter muito dinheiro. Além de trocar a melhor estrutura do Brasil. O Atlético-MG não é uma instituição de caridade – disparou Alexandre Kalil, presidente do Atlético Mineiro, em entrevista à TV Bandeirantes.
Entre os muitos nomes especulados nas Laranjeiras, Adilson Batista, ex-técnico de Santos e Corinthians, é o profissional mais acessível do momento por estar sem clube. Mas os fatos já apontam para um possível contato entre o Fluminense e o treinador, que passou o Carnaval no Rio de Janeiro. Coincidência ou não, o nome de Adilson já foi sugerido por empresários ao presidente da patrocinadora e conselheiro do clube, Celso Barros, que já estuda uma proposta.
Mas Celso Barros vai aguardar, primeiro, uma posição de Dorival Jr., já que Adilson não é um nome bem visto pelo grupo político do presidente Peter Siemsen. Além desses treinadores, o nome de Abel Braga também foi comentado, mas o técnico campeão mundial pelo Internacional não será liberado pelo Al-Jazeera (EAU), pelo menos até julho deste ano. De qualquer maneira, cada dia que passa é menos um no planejamento para o confronto decisivo contra o América (MEX), pela Libertadores.
CLIMA DE INSEGURANÇA ATINGE O GRUPO
Após um dia de folga, o elenco do Fluminense se reapresenta hoje em meio a incertezas quanto ao comando do departamento de futebol. A perplexidade demonstrada pelos jogadores na despedida de Muricy Ramalho, depois do Fla-Flu, se transformou em um sentimento de insegurança quanto ao futuro do grupo campeão brasileiro. Qualquer que seja o treinador a assumir, uma nova filosofia entrará em vigor.
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