Dinamite poderá fazer história, de novo, no Vasco

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Assim como em 1974, Roberto Dinamite está às vésperas de um título nacional inédito para o clube. Desta vez, fora de campo. Treinos e concentrações já não fazem mais parte de seu dia a dia. Foram trocados por reuniões e documentos à mesa aguardando sua assinatura. O garoto pronto para ser ídolo tornou-se presidente. Mas isso não quer dizer que aqueles tempos tenham fugido da memória.
Em 74, aos 20 anos, Dinamite era tratado como uma joia. Já brilhava nos gramados, mas não tinha noção da importância da conquista daquele Campeonato Brasileiro, que viria a ser a primeira do Vasco.
– Lembro que estava começando, só pensava em jogar bola e fazer gols. Sonhava ser ídolo um dia – lembrou ele, que foi artilheiro daquela competição.
Os tempos são outros. Dinamite, hoje aos 57 anos, recebeu a equipe de reportagem do LANCENET! na sala da presidência do clube, entre uma reunião e outra. Em sua mesa, a agenda do dia, sem espaço para novos compromissos. Enquanto isso, os jogadores realizavam uma atividade no campo. Saudade, presidente?
– E como. Vontade de dominar e soltar a bomba. Vejo um lance acontecendo, penso o que faria se estivesse ali. Mas, hoje, sinto até uma responsabilidade maior. Estou mais nervoso. Falo para os jogadores que, com o título, eles serão lembrados.
Gols, definitivamente não fazem mais parte da rotina do maior artilheiro de campeonatos brasileiros de todos os tempos. Há cerca de três anos, Dinamite não joga uma pelada sequer. Espera por uma folga na agenda para operar o joelho direito, maltratado com o passar dos anos. Como nos tempos de camisa 10, porém, ele não quer ficar afastado dessa fase final da Copa do Brasil:
– Depois da Copa do Brasil vou ver isso. Agora, não tenho tempo.
GAÚCHO: 'COMEÇOU A VIRAR ÍDOLO ALI'
Da mesma geração de Roberto Dinamite, poucos meses mais velho que o presidente, o hoje auxiliar técnico do Vasco, Gaúcho, também era peça importante naquele time campeão brasileiro em 1974 (Veja as semelhanças e diferenças entre o Vasco de 1974 e o time atual).
Segundo o ex-zagueiro, o então garoto, apesar da idade, começou, naquele campeonato, a construir sua imagem de maior ídolo da História do Gigante da Colina.
– Roberto é o tipo de jogador que nunca parou de evoluir em toda a carreira. Naquele campeonato de 1974 ele começou a construir a imagem de ídolo da torcida – afirmou.
Gaúcho não deixou de lembrar, porém, outras peças fundamentais na campanha do primeiro título brasileiro cruz-maltino. Ele destacou posição por posição.
– Tínhamos o Andrada, um ótimo goleiro. O Fidélis e o Alfinete, voando pelas laterais. O Jorginho Carvoeiro fazendo muitos gols, além do Miguel e do Moisés na zaga e do Zanata no meio. Mas o Roberto mesmo assim conseguia se destacar – completou Gaúcho, lembrando que era impossível citar qualquer feito daquele time sem lembrar a importância de Roberto Dinamite.
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Presidente e ídolo do Vasco
Você está mais nervoso às vésperas dessa decisão do que em 1974?
Com certeza. Até por saber do significado que terá essa conquista, a importância para o clube. Em 1974 eu não pensava muito nisso e, após o título, vi que o Vasco decolou, cresceu muito.
Mas você não sente saudades dos tempos de jogador?
Sinto. É normal. Todo ex-jogador sente. Mas faz tempo que não jogo nem pelada com amigos. Tenho um problema no joelho.
Não dá mais para jogar?
Tem que fazer uma operação. Não tratei direito e com o passar dos anos, foi piorando. Mas não é nada grave.
Agora, jogo rápido: na sua opinião, quem é o melhor jogador em atividade no Brasil?
Mas aí vou puxar para o meu lado, não tem jeito. O Dedé, por exemplo, é o melhor jogador da sua posição no Brasil. Mas, na frente, o Diego Souza já foi o melhor do Brasil e voltará a ser.
E o melhor jogador do mundo?
Aí tenho que admitir. O argentino lá, o Messi. Está jogando realmente muito bem. Vai para cima do adversário, faz gols. O Barcelona é um time muito forte.
O que o Roberto Dinamite diria para o Roberto de 1974?
O que eu poderia dizer... Vai lá e faz o que você faz de melhor, faça gols, Dinamite.
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