Defesa do Palmeiras tem restrospecto a seu favor
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Não levar mais de dois gols. Essa é a meta do Palmeiras para a partida de quinta-feira, contra o Santo André, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Se o objetivo não parece ser tão complicado, para a defesa formada por Danilo e Thiago Heleno a missão é ainda mais fácil. Isso porque, com os dois em campo, a equipe não foi vazada mais de uma vez em um mesmo jogo neste ano.
É sempre importante lembrar que para ser eliminado da competição, o Verdão precisa ser derrotado por um gol (ou mais) de diferença a partir do 3 a 2. Derrota por 2 a 1 leva a decisão para as penalidades. Já qualquer outro resultado, inclusive um tropeço por 1 a 0, coloca os palmeirenses nas quartas de final.
Chega a ser redundante dizer que o Alviverde tem a melhor defesa do Brasil, e até do mundo, em média de gols sofridos por jogo. Mas tem explicação: o bom momento vivido pelos dois zagueiros.
Improvável de ser formada no começo da temporada, a atual dupla de defensores se encaixou muito bem. No clube desde o início de 2009, Danilo tem lugar cativo no time desde então. Já Thiago Heleno, após a passagem ruim pelo Corinthians, conquistou o técnico Luiz Felipe Scolari e deixou o então titular Maurício Ramos na reserva.
A parceria foi formada apenas na oitava partida de 2011, porque o recém-contratado zagueiro demorou um pouco mais para fazer sua estreia. Mas a espera teve uma recompensa. Logo no primeiro jogo, o Palmeiras não foi vazado e ainda venceu: 1 a 0 diante do Americana, dia 12 de fevereiro pelo Paulistão.
Desde então, foram 12 compromissos, com oito vitórias, quatro empares e apenas cinco gols sofridos (média de 0,41 em cada jogo).
No primeiro duelo decisivo contra o Santo André, o Verdão levou o gol nos momentos finais. Mas nada que seja tão preocupante. No meio do ano, com a ida de Danilo para a Udinese (ITA), a dupla será desfeita. Mas até lá, o Alviverde está bem servido. Quem vai encará-los?
Bate-Bola com Thiago Heleno
Exclusivo ao LANCENET!
LANCENET!: O time precisa tomar no mínimo dois gols para perder a vaga. Isso não aconteceu com você e Danilo. É uma garantia de vitória?
TH: Números não entram em campo. É uma segurança a mais, mostra que estamos confiantes e entrosados, mas não quer dizer muita coisa. Se entrarmos pensando nisso, podemos ser surpreendidos.
LANCENET!: O Ramalhão fez gol na ida. A bola aérea é forte?
TH: Sim, que precisa ser neutralizada. Precisa ter atenção redobrada. Fomos bem durante todo o jogo na primeira parte e vacilamos naquele lance. Mas vamos entrar preparados para todos os tipos de jogadas do adversário.
LANCENET!: Por ser um tudo ou nada, o Ramalhão se torna um rival mais perigoso?
TH: Independentemente do rebaixamento, eles darão a vida. Acho que nem mereciam cair. Mas é o típico jogo que não pode dar moleza. Temos de tentar vencer desde o primeiro minuto.
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