Cria da escolinha da mãe, Duda surge como grande promessa do Brasil
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O vôlei de praia é um dos esportes mais vitoriosos do Brasil e o que não falta são jovens talentos na modalidade. Um deles, porém, apresenta um potêncial surpreendente e com apenas 15 anos de idade. Estamos falando de Duda, que já é conhecida no cenário nacional por suas conquistas.
Com 15 anos recém-completados, a sergipana já fez história e foi a primeira a disputar os três Mundiais de base em um mesmo ano. Convocada de última hora para o torneio, Duda foi vice-campeã do Mundial Sub-23, ao lado de Thaís, na Polônia, e em seguida eliminada nas oitavas de final do Sub-21, com Tainá, na Croácia.
A grande conquista, porém, veio na cidade do Porto, em Portugal. Também ao lado de Tainá, a jogdora foi campeã mundial sub-19 sem perder nem sequer um set nos sete jogos disputados. Antes das três competições, ela ainda foi campeã de um Mundial Escolar Sub-15, na Manfredônia (ITA).
Filha da ex-jogadora Cida Santos, Duda começou a praticar o vôlei com apenas oito anos em um projeto de vôlei de praia da mãe na cidade de São Cristóvão (SE). A evolução no esporte veio ao longo dos anos e não tardou para o talento da jovem chamar atenção.
- Reparei que ela possuia um jeitinho para o esporte. Quando ela tinha 12 anos eu a levei para João Pessoa (PB) disputar um torneio sub-19 que o Banco do Brasil organizava. O pessoal da CBV viu a Duda e gostou muito. Em seguida convocaram ela para a Seleção de base - explicou Cida, que ao lado de Duda, recebeu o LANCE!Net em Recife.
Com o potencial comprovado, ela foi convocada para disputar pela primeira vez o Mundial Sub-19, em 2012, com 13 anos, apenas como experiência. Este nao, ela voltou para ser campeã na competição.
Consolidando-se cada vez mais como a maior promessa do Brasil, Duda não esconde o sonho de ser campeã olímpica. Por conta da idade e do pouco costume com a fama, a jovem economiza nas palavras, mas já visa a Olimpíada de 2020, já que para 2016 o Brasil contará com parcerias consolidadas na disputa.
- Acho que o sonho de qualquer atleta é ser campeão olímpico e comigo não é diferente. Com a minha evolução, acho que consigo chegar em 2020. Foi muito bom jogar este Open (primeira etapa do Circuito Banco do Brasil) e eu reparei que preciso pegar mais experiência. É um pouco diferente e tenho que evoluir na defesa e na potência - disse a jovem, que também vai estar na disputa da segunda etapa do circuito nacional, neste final de semana, em Vitória (ES).
Duda alia vôlei aos estudos
Cursando o primeiro ano do ensino médio, Duda tem a dura missão de não deixar os estudos de lado durante as disputas de vôlei de praia. Diante disso, a jovem admite ficar um pouco confusa vez por outra:
- Fico um pouco confusa sim, mas eu sei que preciso estudar para ser alguém na vida. Eu quero encerrar o ensino médio e cursar uma faculdade. Acho que o vôlei pode ser a minha segunda opção, porque o estudo vai estar sempre em primeiro lugar.
Para conseguir competir e não ficar para trás na escola, Duda conta com o apoio de uma institução de ensino de Sergipe. A mãe admite que esta aliança não é fácil.
- Quanto aos estudos, foi um pouco difícil, porque o primeiro semestre ela passou quase todo em Saquarema (local onde a Seleção treina). Era um mês lá e uma semana em casa. Mas a escola dela é parceira. A Duda não faz prova, mas em compensação eles enviam o material para ela estudar e fazer trabalhos para substtuir as provas. Ela sabe administrar tudo certinho na vida dela e tem o tempo para tudo - concluiu Cida.
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JOGO RÁPIDO
Ídolo no esporte: meu ídolo é a minha mãe, quando ela jogava. Atualmente é a Maria Elisa.
Data marcante: Quando eu fui campeã mundial sub-19. Escutar o hino nacional e estar no topo do pódio representou muito na minha vida.
Comida: Arroz feijão, a comida da minha casa.
Filme: Um amor para recordar.
Livro preferido: Crepúsculo.
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COM A PALAVRA
Marcos Miranda
Técnico da Seleção Brasileira feminina de vôlei de praia
Em um panorama de uma década, em que muitos talentos estão aparecendo, a Duda é o que surgiu de mais interessante como jogadora. Ela escolheu o esporte certo, chegou com o perfil do vôlei de praia e com 15 anos já tem características de uma grande jogadora.
Apesar da idade, a Duda entra em quadra e parece uma veterana jogando, controlando muito bem suas emoções. Os resultados obtidos já a confirmam como uma grande revelação do vôlei de praia.
Ela sabe lidar com diversas situações. Por exemplo, no Campeonato Mundial Sub-23 este ano, tivemos uma baixa no dia do embarque para a disputa e a Duda acabou sendo convocada de última hora. Mesmo assim, ela viajou e deu conta do recado mesmo sem treinar com Thaís, com quem ela foi vice-campeã e perdendo a final apenas no tie-break.
A CBV, a mãe dela e os treinadores têm que encaminhá-la da melhor forma possível para que ela chegue bem em uma Olimpíada. Com certeza em 2020 ela será uma aposta do país, mas para 2016 eu não acredito. Mas nada é impossível, mas tratando-se de vôlei de praia, eu acho que não houve na história uma atleta tão jovem participando. Porém, pelo potencial ímpar que ela tem, tudo pode acontecer. Só o tempo vai dizer.
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