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Com faixa, torcida do Fluminense protesta contra Fazenda Nacional

Dia 01/03/2016
02:28

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A torcida do Fluminense aproveitou o jogo contra o Goiás, nesta quarta-feira, para realizar um protesto contra a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional. No Maracanã, tricolores carregaram uma faixa com a inscrição "PGFN: Isonomia é lei". Eles reivindicam igualdade de tratamento por parte da PGFN, que aceitou o parcelamento das dívidas do Flamengo.

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Além disto, são distribuídos panfletos explicando melhor a questão judicial em que o Fluminense se encontra e também convocando tricolores para uma manifestação na sede da PGFN, a ser realizada na próxima terça-feira, às 16h. A expectativa é a de que mais de 600 tricolores compareçam.

O protesto deverá contar com diferentes grupos de torcedores do Fluminense e terá forte presença da base política da atual gestão do clube. Porém, alguns membros da oposição deverão ir também. A Polícia Militar está ciente do evento.

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Asfixiado financeiramente e sem conseguir chegar a uma composição com a Procuradoria Geral da Fazenda para o parcelamento da dívida fiscal que ocasionaria a reinclusão na Timemania e a consequente liberação das penhoras, o Fluminense iirá à Justiça buscar os direitos do clube que, segundo ele, estaria sendo tratado de forma desigual em relação aos rivais, o que fere o princípio constitucional da isonomia.

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Em fevereiro deste ano, o Flamengo, que tem uma dívida tributária de R$ 394 milhões, concluiu uma negociação com a Procuradoria da Fazenda do Rio na qual se comprometeu a pagar R$ 500 mil por mês à União. O valor do parcelamento irá se elevando gradativamente até agosto de 2016. O clube ainda se prontificou a dar R$ 40 milhões de entrada, referente ao patrocínio da adidas e cedeu o CT do Ninho do Urubú como garantia. O acordo propiciou ao Rubro-Negro a Certidão Negativa de Débito que faltava para acertar patrocínio com a Caixa Econômica Federal.

Diferentemente do rival, o Fluminense vinha pagando a dívida fiscal nos últimos anos. Por consequência, tinha um passivo de apenas R$ 32,2 milhões e propôs o pagamento de R$ 1,127 milhão mensal à Receita. Neste cenário, o montante seria quitado em 2014. Entretanto, a proposta foi rejeitada e o clube foi impedido de receber 9 milhões de euros da venda de Wellington Nem. Pouco depois, o clube foi excluído da Timemania e viu o passivo tributário saltar para R$ 105 milhões, o que criou um cenário que deixou a questão insustentável.

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