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COI dá novas determinações para testar feminilidade

Climão, Santos x Colo Colo - (Foto: Israel Stroh)
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Dia 28/10/2015
04:57

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O Conselho Executivo do Comitê Olímpico Internacional (COI) definiu na terça-feira novas recomendações para determinar a elegibilidade de atletas mulheres que tenham excesso de produção de hormônios masculinos (hiperandrogenia) em competições organizadas pela entidade, a começar pelos Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem.

O Comitê também recomendou às federações internacionais que adotem regras semelhantes em suas competições, como meetings de atletismo, por exemplo.

De acordo com as novas determinações (elaboradas pela comissão médica do COI), uma mulher, reconhecida por lei, só poderá competir se for comprovado que seus níveis de androgênio são inferiores aos dos registrados em homens ou se tal quantidade não lhe der vantagem competitiva na prova.

Tal avaliação será totalmente secreta e feita por um grupo de especialistas em hiperandrogenia. Caso a atleta seja classificada como inelegível, receberá um documentando explicando o porquê e dando diretrizes para que ela se ajuste aos padrões exigidos pelo COI.

A hiperandrogenia chamou a atenção da comunidade esportiva em 2009, quando a sul-africana Caster Semenya conquistou o título dos 800m no Mundial Outdoor de Atletismo de Berlim (ALE).

A corredora teve de passar por um teste de feminilidade antes de ser liberada para voltar a correr, após ficar 11 meses parada.

O chefe da comissão médica do COI, Arne Ljungqvist, afirmou que este caso não teve influência nas novas diretrizes adotadas ontem.

As regras entrarão em vigor após a aprovação no encontro do Comitê Executivo do COI, no começo de junho, em Durban (AFS).

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