Chapa Azul tem base quebrada no Flamengo e perde apoio até de ex-jogadores
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O alicerce de apoio à Chapa Azul é enfraquecido à medida em que uma nova crise estoura no Flamengo. Desta vez, a alta cúpula que assumiu o clube no início do ano não conta com o respaldo de ex-jogadores que vestiram-se de azul na eleição do ano passado. Nesta lista incluem-se nomes importantes da história rubro-negra, como Júnior.
Capacete, como é conhecido o ex-jogador, era uma espécie de consultor dos azuis e a opinião dele era requerida com certa frequência pelos dirigentes. Assim também funcionava com Zico. A relação, entretanto, tornou-se diferente à medida que Wallim passou a centralizar o poder. Júnior, hoje, faz questão de manter uma certa distância do clube.
Após a derrota para o Atlético-PR, Júnior fez críticas ao momento turbulento do clube, mas evitou apontar motivos e possíveis responsáveis. Postura distinta de Nunes, que recentemente revelou mágoa dos dirigentes por ter sido barrado no Ninho do Urubu.
O entorno de Wallim diminui, como reportagem mostrada pelo L!Net na quarta-feira. Praticamente isolado, o vice de futebol usa Paulo Pelaipe como escudo e se cerca do presidente Eduardo Bandeira de Mello.
Pessoas que participam do cotidiano do clube dizem que a postura de Wallim incomoda e esta centralização poderá incitar novos embates com outras correntes na escolha do novo técnico. Reservado, o dirigente tem evitado se expor e raramente concede alguma entrevista.
O ambiente hostil dentro do Flamengo respinga diretamente no pequeno staff ao entorno de Bandeira de Mello. Críticas estão voltadas até mesmo para o diretor de comunicação, que parece ser, segundo alguns conselheiros do clube, assessor exclusivo do presidente.
Insatisfeito, Pelaipe não suporta tal exposição
A situação de Paulo Pelaipe no Flamengo está cada vez pior. Alvo de constantes críticas da torcida rubro-negra, o diretor executivo está desgastado pelo fato de estar servindo de escudo da alta cúpula de futebol.
Insatisfeito com a cobrança exacerbada com a qual tem sofrido, o dirigente tem se lamentado por estar levando a culpa pelo fracasso do time sozinho. Apesar de ter boa relação com Wallim Vasconcellos, principal responsável pela permanência dele no clube, Paulo Pelaipe não suporta mais ver o vice de futebol e o presidente Eduardo Bandeira de Mello imunes às críticas.
Fontes ligadas ao diretor, inclusive, já admitem que Pelaipe cogita deixar o cargo caso a equipe continue com a pífia campanha no Campeonato Brasileiro e, consequentemente, as críticas sobre ele aumentem.
Resposta negativa de sondagens a técnicos
A escolha de Jayme de Almeida para assumir interinamente o Flamengo poderá, em breve, deixar até mesmo de ser paliativa. Isso porque o Rubro-Negro obteve uma sinalização negativa do mercado dos treinadores na sondagem de nomes para sucessão de Mano Menezes entre a noite de quinta e o dia de ontem.
O clube já está ciente de que Abel Braga só voltará a trabalhar no início do próximo ano. Não houve, porém, um contato direto do Flamengo com o ex-comandante do Fluminense. O empresário Carlos Leite apresentou-se como interlocutor ainda no fim da noite de quinta-feira.
Celso Roth e Caio Júnior, outros dois nomes sugeridos por correntes dentro do clube, têm grande rejeição, mas também não aceitariam, inicialmente, contrato apenas até dezembro.
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