Brasileiros encaram circuito traiçoeiro na Nascar
- Matéria
- Mais Notícias
O apelido da pista de Martinsville, nos Estados Unidos, que vai receber a etapa da Nascar deste fim de semana, é clipe de papel. Justamente porque é pequena, em formato oval e pode prender os pilotos de uma maneira complicada.
De fato, basta dar uma rápida olhada nas características do autódromo para perceber que qualquer falta de concentração pode se transformar em um problema.
Martinsville é uma pista de meia milha (cerca de 800 metros) de comprimento. Na corrida, 36 carros vão se espremer dentro dela, buscando espaços e evitando toques o tempo todo. Para piorar, o acerto dos pilotos sofre com uma característica única nas 25 etapas do campeonato: a pista é feita com dois tipos diferente de componentes, asfalto (nas retas, o que traz mais velocidade) e concreto (nas curvas, na tentativa de gerar um pouco mais de aderência).
- Treinei na semana passada em uma pista muito parecida, praticamente uma cópia, mas, de fato, vai ser um pouco complicado. Não tem jeito, é o tipo de corrida em que se tem de evitar os problemas. Vai ser muito carro junto, num lugar muito estreito, tudo amontoado e com uma velocidade baixa, no geral, porque não dá para acelerar muito. Com certeza, é uma das provas do ano com mais riscos - analisa Nelsinho Piquet, que disputará no sábado a etapa da Truck Series, divisão de acesso da categoria.
Martinsville é uma espécie de xodó dos organizadores da Nascar. Muito porque é uma das pistas originais e que se mantém em atividade desde o início da categoria, em 1948. Ela mantém as mesmas características desde que foi inaugurada, uma das bandeiras que a Nascar tenta levantar e manter intacta ao logo dos anos. Nem o fato de ser a mais curta do calendário faz com que haja menos empolgação. Pelo contrário. O autódromo é um dos que mais recebem público. No ano passado, cerca de 65 mil pessoas pagaram ingressos para assistir à prova.
Piquet tenta se recuperar no campeonato. Atualmente, ele tem 60 pontos na classificação geral, ocupando a 23a posição na tabela. O outro brasileiro da Truck Series, Miguel Paludo, teve um começo mais consistente: soma 76 pontos, em 12o. O líder após três etapas é o americano Matt Crafton, com 111.
O repórter viaja a convite do piloto Nelsinho Piquet
BATE-BOLA
Nelsinho Piquet
LANCE!: Dá para ter estratégia numa corrida em uma pista assim?
NP: É difícil. O que eu devo pensar? Sou agressivo? Sou conservador? Quando eu tento passar os caras? É muito carro na pista. Tem de ter paciência, observar, ter calma, fazer o movimento na hora certa.
LANCE!: É a pista mais traiçoeira do calendário?
NP: Acho que o termo é justamente esse, mesmo. Traiçoeiro. Tenho de ter um pouco de sorte, também, principalmente porque será a minha primeira vez correndo lá, Não sei como lidar ao certo. Sei que vou tentar fugir dos acidentes.
LANCE!: Tem alguma informação mais concreta?
NP: Normalmente, é por simulador, mas, nesse caso, só se tivesse um com muitos pilotos na pista ao mesmo tempo, configurando corrida. Mas não tenho, não.
- Matéria
- Mais Notícias















