Brasileiro vira herói no Chipre com classificação do Apoel
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Por trás de muitas histórias de sucesso no futebol, há um brasileiro. No conto de fadas que se tornou a campanha do Apoel Nicósia do Chipre na Liga dos Campeões, o herói já foi eleito: o catarinense Gustavo Manduca, 31 anos.
Recém-chegado da Rússia, onde o Apoel buscou sua classificação após empate de 0 a 0, com o Zenit, o atacante falou direto do CT do Apoel, com exclusividade ao LANCENET! sobre o assédio dos cipriotas, além da heroica e histórica classificação de seu time às oitavas de final da Liga dos Campeões, primeira vez que um time cipriota consegue esse feito:
- Está uma loucura aqui. Estou malhando agora e tem torcedor dando tchau pelo vidro. É uma loucura. Esse foi o grande momento do APOEL. A repercussão foi mundial, estamos todos muito felizes e orgulhosos. O povo vem de guerras e uma separação. É muito sofrido, então é gostoso demais dar essa alegria a eles.
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BATE-BOLA
Gustavo Manduca, atacante do Apoel Nicósia
LANCENET!: Manduca, como foi a recepção após a classificação histórica?
Gustavo Manduca: Foi muito legal. Aqui no Chipre, o pessoal é muito fanático por futebol. A torcida nos recebeu com muita festa e até agora aqui está todo mundo em êxtase.
LNET!: Muita gente diz que você foi o protagonista da classificação. Fez aquele gol contra o Porto, marcou outros tantos na fase de classificação...
GM: Tudo isso é motivo de muita alegria e orgulho para mim. Fiz gol em quase todas as fases dessa nossa caminhada. Nas Eliminatórias fiz gol em todas as fases. No Grupo, só não fiz gol contra o Shakhtar e agora contra o Zenit.
LNET!: A classificação foi uma surpresa?
GM: Estamos desde o ano passado focados em chegar à fase de grupos. Já estou há um ano e meio aqui e é tudo que falam no Apoel: chegar à fase de grupos da Liga dos Campeões. Passar de fase é uma conquista gostosa e uma surpresa sim.
LNET!: No Apoel tem muito brasileiro e português (são seis brazucas e três lusos). O ambiente aí é alegre?
GM: Não só por ter brasileiros e portugueses. Mas por termos todo um grupo bastante focado e amigo. Como joguei na Grécia por quatro anos, já sabia falar a língua e, pelo fato de ter vindo de um clube grande grego, também cheguei respaldado, com um nome. A galera me respeitou muito, me acolheu. Aqui todos veem muito o campeonato grego então tive a felicidade de vir com um nome.
LNET!: Qual é o segredo do sucesso do Apoel?
GM: Costumo dizer que o fato do time todo ser uma família é um dos grandes segredos do nosso sucesso. Não só o grupo de jogadores, mas o presidente está sempre por perto, o nosso técnico também nos ajuda muito. Não temos inveja um do outro. Cada um vibra com o sucesso do companheiro.
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