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Brasileiro que estava no jogo no Egito fala sobre a briga

Pênalti do Marcelinho defendido por Marcos (Reprodução)
imagem cameraPênalti do Marcelinho defendido por Marcos (Reprodução)
Dia 27/10/2015
21:00

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A confusão generalizada que tomou conta do jogo entre Al-Ahly e Al-Masry, nesta quarta-feira em Port Said, no Egito, teve pouca ação policial. O empresário brasileiro Mohamed Youssef Moustafa, que vive lá e estava presente no jogo, afirma que a segurança era nula e que, em determinado momento, não sabia mais o que fazer.

- Só o que tinha a fazer era rezar. Desde a revolução política no país a polícia é omissa no Egito. Em grandes eventos, como este, no qual estavam 50 mil pessoas, simplesmente ela não tem autoridade para mandar em ninguém, aí os vândalos fazem o que querem - disse Moustafa ao LANCE!NET.

O empresário, que estava na área VIP do estádio, tinha ainda mais motivos para se desesperar: sua irmã é jornalista e estava em campo no momento. Ele explica que todo o tipo de objeto virava arma, além das bombas e morteiros que eram lançadas.

- Eu vi um homem de uns 50 anos, na minha frente, pegando uma cadeira e batendo em um torcedor rival. Outros arrancavam pedaços de grades, alguns jogavam pedras, muitos usavam facas, pedaços de vidros, tudo.

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Times rivais

Mohamed explica que os dois times se odeiam. São os dois clubes de maior torcida do país, e que as brigas já aconteciam durante o jogo.

- No segundo tempo, as confusões já aconteciam, tanto que o juiz da partida interrompeu o jogo por sete minutos. Mas assim que ele apitou o fim da partida, as provocações ficaram maiores, e não havia mais o que a polícia comum, que é a única que fica nos estádios, pudesse fazer - explicou.

Por causa da briga, ele já pensa até em deixar o país.

- Fiquei muito triste mesmo. Isso não é futebol. Matar pessoas? Isso é terrorismo. As pessoas vão aos estádios para curtir, não para participar disso - concluiu.

Até o momento, 74 mortes já foram confirmadas.

*Atualizado às 22h07

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