Brasil tem chance de ouro para voltar à elite da Copa Davis
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Com torcida, piso e clima a favor e um adversário enfraquecido, o Brasil tem a partir desta sexta-feira uma das melhores chances da década para voltar ao Grupo Mundial da Copa Davis. O país não disputa um jogo na elite desde 2003, e pode completar dez anos fora se perder da Rússia neste fim de semana em São José do Rio Preto (SP).
Às 15h (de Brasília), Rogério Dutra Silva (115º) e Igor Andreev (96º) abrem o confronto com a expectativa de que o termômetro possa ultrapassar os 30 graus em quadra.
O calor é um dos trunfos do país contra os russos, que vêm de uma das regiões com inverno mais rigoroso do planeta. A máxima hoje pode chegar aos 34 graus na cidade sede. No domingo, dia em que os dois últimos jogos serão realizados, a previsão é ainda maior: 36.
– Com o clima quente a batata vai assar para eles – disse João Zwetsch, capitão do Brasil.
Outro fator favorável ao Brasil é o piso escolhido, o saibro. Enquanto os tenistas brasileiros em geral têm experiência no pó de tijolo, os russos são de uma escola do piso duro. Este tipo de quadra, inclusive, foi a escolhida pelos europeus no ano passado, em que enfrentaram o Brasil também pela repescagem em Kazan e venceram.
O fato de ter jogado fora de casa em 2011 também acabou ajudando neste ano. Pelas regras da Copa Davis, os duelos são sempre alternados. Como no ano passado Brasil e Rússia jogaram na terra da ex-União Soviética, em 2012 as partidas obrigatoriamente teriam que ser na América do Sul. Assim, Rogerinho, Thomaz Bellucci e a dupla Marcelo Melo/Bruno Soares terão torcida a favor na repescagem.
Por fim, o quarteto pegará um time enfraquecido do outro lado da rede. Os dois melhores do ranking, Mikhail Youzhny (29º) e Nikolay Davydenko (48º), não jogarão. Com isso, os dois representantes individuais serão Igor Andreev (96º) e Teymuraz Gabashvili (163º).
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