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Belletti: 'O Flu fez eu me apaixonar pelo futebol'

Gremistas na Vila Belmiro (Crédito: Marcelo Hazan)
imagem cameraGremistas na Vila Belmiro (Crédito: Marcelo Hazan)
Dia 27/10/2015
22:56

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Mais um ano da carreira do volante Belletti, mais um ano de disputa por título. Líder do Campeonato Brasileiro, o Fluminense é o clube que pode ajudar o jogador a manter a impressionante média de mais de um título por ano de carreira profissional. No total, foram 21 conquistas em 16 anos de futebol, em seis clubes diferentes antes de retornar ao Brasil pelo Tricolor.

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Com a experiência de ser o jogador mais vitorioso do elenco atual, Belletti é importante para o grupo mesmo sendo pouco utilizado pelo técnico Muricy Ramalho. Com exclusividade ao LANCENET!, Belletti confessa que esperava jogar mais neste retorno aos gramados brasileiros, diz preferir ver o gol do título saindo dos pés de Fred ou Conca e faz uma revelação surpreendente: aprendeu a gostar de futebol com o Fluminense campeão de 1984.

– Assistir aquele time fez eu me apaixonar pelo futebol.

Felipe Bruno: Como se sente às portas de mais um título na sua carreira, que seria o 22°?

Belletti: A cada dia que acordo para ir treinar, venho com o objetivo de ser campeão. É isso que me motiva. Essa rotina de ir treinar, de passar dificuldades, jogar com dor. Quem foi campeão uma vez, quer ser sempre porque é bom demais mesmo. Por ver seu trabalho bem feito, e também por trabalhar com um grupo de vencedores. E o nome fica na história para sempre.

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F.B.: Com tantos títulos, você se considera um iluminado?

Belletti: Sou iluminado graças à minha dedicação ao futebol. Nada cai do céu, isso eu posso te garantir. Tudo que eu conquistei foi porque eu trabalhei muito para isso. Se cheguei a jogar nos melhores times foi porque trabalhei para ser contratado pelos melhores clubes. As dificuldades de jogar com dor, de jogar uma final de campeonato com três calos e bolhas nos pés. A final da Champions (League, 2005/2006) quando fiz o gol, estava vindo de uma dor no tendão de aquiles absurda. Mas isso é normal no futebol. Posso te garantir que 90% dos jogadores jogam com algum tipo de dor. Porque a exigência é muito grande.

F.B.: Acredita em sorte?

Belletti: Basicamente, sorte é a união de preparação e oportunidade. Não adianta o Muricy pegar um cara na rua, colocar para jogar o último jogo do Brasileiro e achar que esse cara vai fazer o gol do título. Quem vai fazer o gol do título vai ser o jogador que trabalha todos os dias, não desanima quando não joga, quando tem um trabalho mental importante. Quando vier uma oportunidade, o jogador precisa estar preparado para ela. É nisso que se baseia a sorte.

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F.B.: O que você esperava quando chegou no Fluminense?

Belletti: Esperava jogar. Era titular absoluto no Chelsea, tive o problema no joelho, e, quando voltei, estava entrando em todas as partidas. Estava me sentindo útil e confiante no Chelsea. Pensei em voltar para o Brasil, sabendo que dava para ser tudo isso aqui também. Mas, quando cheguei, o esquema já era 3-5-2, totalmente diferente do 4-3-3 do Chelsea. Veio o meu problema no tendão, o time embalou e se manteve. Não estou jogando tanto quanto gostaria. Mas acho que ainda posso ser útil. Minha hora vai chegar.


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F.B.: E sua ligação com o clube?

Belletti: Na minha época, o paranaense não escolhia time do estado para torcer. Era do eixo Rio-São Paulo. Quando era moleque, lembro muito bem do Fluminense campeão de 1984. Estava começando a me apaixonar pelo futebol, ainda garoto. Lembro do Paulo Victor, Branco, Ricardo Gomes. Washington e Assis no ataque. Chamou minha atenção e fez eu me apaixonar pelo futebol

F.B.: Na sua opinião, de quem será o gol do título?

Belletti: Não tinha feito nenhum gol pelo Barcelona. Aquele (gol do título da Champions, em 2006) foi meu único gol oficial. Acredito muito na questão do merecimento. Sinceramente, prefiro que jogadores como o Conca e o Fred façam esse tipo de gol. Eles jogaram mais, fizeram mais gols, têm mais merecimento do que eu. Mas o bom do futebol é isso, que coisas inesperadas acontecem e entram para a história.

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