Autódromo tem plano para não virar elefante branco
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Para assegurar que o novo autódromo de Deodoro, Zona Norte do Rio, não se transforme num elefante branco, um estudo de sustentabilidade econômica determinará o uso viável do local sem gastos para o poder público. O desejo é o de que, em paralelo às corridas, a instalação se torne um pólo educacional e de negócios.
– O Ministério do Esporte não quer um autódromo que não seja autossustentável economicamente. Não quer ficar colocando dinheiro todo mês para manter o equipamento – explicou ao LANCENET! o coordenador de Projetos da Fundação Getúlio Vargas, responsável pelo estudo, André Brandão.
Como financiará a construção do autódromo, o Ministério do Esporte terá por responsabilidade administrá-lo ao término das obras, que serão executadas pelo governo do estado. A previsão é a de que elas comecem até janeiro e terminem em dezembro de 2013, sob um custo de cerca de R$ 150 milhões.
– Além do investimento do governo federal para a construção da pista, o autódromo vai trazer em torno de R$ 300 milhões da iniciativa privada em investimento na região – destacou Brandão.
Para maximizar os benefícios para a população do entorno, o primeiro passo é o de utilizar e capacitar a mão-de-obra local, para os dois mil empregos que serão gerados com a construção do autódromo.
Mas é a segunda etapa para a sustentabilidade econômica a principal aposta do projeto. Uma área de negócios aliada a um centro educacional tecnológico automobilístico serão erguidos no autódromo.
– Um estudo vai determinar qual será o tipo de negócio a ser desenvolvido. Mas vamos ter um centro de tecnologia voltado para o automobilismo, com cursos de mecânicos, motores – finalizou Brandão.
BATE-BOLA
André Brandão
Consultor de Projetos da Fundação Getúlio Vargas
Existe uma discussão ambiental sobre a área escolhida para o novo autódromo. O meio ambiente será afetado?
Não vai. Fizemos um levantamento preliminar de viabilidade ambiental. Pelo contrário, vamos ocupar a área de forma ambientalmente adequada.
Quais as vertentes que norteiam o projeto do autódromo?
São quatro: esportivo, com as competições, negocial, para ser autossustentável, social, para envolvermos a população do entorno, e educacional, para capacitar a mão-de-obra local.
Os cursos do centro de automobilismo serão gratuitos?
O centro será em parceria com a iniciativa privada. Vai depender da modelagem que adotarmos.
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