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Atitudes de Felipão geram insatisfações no Palmeiras

Dia 27/10/2015
21:35

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Tribunal, arbitragens, jornalistas e o dia a dia da Academia. Luiz Felipe Scolari chegou light ao Palmeiras, em julho. Afirmou que não havia motivos para nervosismo.

Após três meses, o comportamento do treinador mudou. E tem respingado não apenas na imprensa, como aconteceu nas últimas entrevistas. Diretores e até jogadores já se queixaram internamente.

A antiga diretoria de futebol, comandada por Gilberto Cipullo, não gostou quando o técnico insinuou que o Palmeiras estava sendo prejudicado pela CBF por razões políticas. A polêmica, em agosto, foi a primeira contornada no clube.

A nova cúpula do futebol considera ruim para a imagem do clube os ataques a jornalistas feitos por Felipão nas últimas duas entrevistas. Na quarta, em Sete Lagoas, um repórter foi chamado de palhaço.

Publicamente, a diretoria justificou o destempero com os erros da arbitragem contra o Atlético-MG.

– Felipão acabou dando aquela entrevista desastrosa por causa disso. Ele estava de sangue quente, não deveria nem ter ido dar a entrevista – destacou o diretor de futebol alviverde, Wlademir Pescarmona.

Exaltado pelos atletas em entrevistas coletivas, Felipão, no entanto, já fez jogadores torcerem o nariz. A maneira de cobrar, considerada ofensiva, principalmente nos treinos fechados à imprensa, gerou chiadeira de alguns atletas mais novos.

– Não percebo nada de errado. Cobra bastante, treina bastante, exige do jogador. É um cara que, quando você faz uma coisa muito boa, ele o anima, motiva, dá os parabéns. E quando você faz algo ruim, faz cobrança – defendeu Marcos, amigo do técnico desde a primeira passagem de Felipão pelo clube (1997 a 2000).

Apesar das saias justas que já foram criadas, Scolari, respaldado pelo apoio irrestrito dos torcedores palmeirenses, sempre teve carta branca da diretoria para agir como desejar.

No campo, com o time vivo na luta pelo título da Copa Sul-Americana, o resultado é visto como satisfatório: mais um ponto para o treinador.

Mas a maneira explosiva de agir, característica de Felipão, já gera algumas rusgas a serem administradas dentro da Academia de Futebol.


'Paz e amor' virou estresse

Em julho
Felipão assumiu e demorou a vencer o primeiro jogo. Mesmo com o time jogando mal, afirmou que não haveria razões para se irritar. De acordo com o técnico, a irritação só viria quando ele visse coisas de errado acontecendo no elenco. As entrevistas coletivas eram marcadas pelo bom humor. Técnico chegou até a pedir desculpas a câmeras por fechar um treino e impedir imagens.

Depois...
A partir de agosto, o técnico começou a mudar o tom: insinuou prejuízo com arbitragem por razões políticas e foi expulso duas vezes. Internamente, se irritou com Lincoln e Ewerthon, que não estariam se aplicando na visão do comandante. Chegou a detonar publicamente atuações do time, apesar de impedir seus atletas de falarem com a cabeça quente. E atacou jornalistas.


A irritação de Felipão

Julgamentos no STJD
Técnico já irritou por ter de ir ao tribunal se defender por expulsão. E apesar da língua afiada com a imprensa, reclama que é preciso se policiar para não ir a julgamento por suas declarações.

Arbitragens
Felipão já foi expulso duas vezes na volta ao Palmeiras e fez duras críticas ao comportamento dos árbitros. Afirmou que estava pagando por conta de escolhas políticas do Verdão, que votou contra o candidato da CBF na eleição do Clube dos 13 neste ano.

Jornalistas
Treinador ficou irritado com o tamanho da repercussão quando comparou o Verdão a um time de várzea após derrota para o Vitória, pela Copa Sul-Americana. Avisou que, por isso, não seria mais sincero nas entrevistas.

Caso Valdivia
Rendeu palavrões a repórteres em coletivas. Técnico ficou incomodado com perguntas sobre a utilização do meia, que foi a campo duas vezes e saiu antes do previsto. A indefinição na recuperação do meia o irritou.

Limitações do elenco
Nos bastidores, técnico reclama que trabalha com o que tem. Grupo não foi formado por Felipão, que chegou para iniciar a montagem do time de 2011.

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