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Após pancadaria, troca de acusações permanece na Portuguesa

DVD do Santos (Foto: Reprodução)
imagem cameraDVD do Santos (Foto: Reprodução)
Dia 27/10/2015
21:45

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Um dia após a pancadaria que marcou a reeleição de Manuel da Lupa à frente da Portuguesa, a troca de acusações entre os membros da oposição e da situação continuou. Membros da facção organizada Leões da Fabulosa, acusada de iniciar a briga, acusaram o vice-presidente jurídico do clube, Giuseppe Fagotti, de provocar os derrotados após o anúncio da vitória de Da Lupa, fazendo gestos obscenos e xingando os oposicionistas.

- Após a vitória, eu falei para fazermos um protesto pacífico. Só que o Giuseppe (Fagotti) mostrou o dedo do meio, e a partir daí o pessoal agiu com violência - afirmou o presidente da façção, João Carvalho.

- Ele está enganado. Ninguém fez nada. Ele não viu o que aconteceu ou alguém contou mentira para ele. Isso é conversa - defendeu-se Giuseppe.

A confusão começou logo após ser confirmada a vitória de Manuel da Lupa, que já está no poder há cinco anos, sobre o candidato da oposição, Ilídio Lico, por 173 votos contra 148. Durante a apuração dos votos, a chapa de Da Lupa temia que a ausência de dois conselheiros da situação entregasse a vitória ao adversário. Depois de três horas de eleição, Manuel da Lupa concedia entrevista aos veículos de imprensa ao lado do palanque onde aconteceu a apuração, quando alguns membros da facção organizada e conselheiros da oposição passaram a xingar o presidente eleito e ameaçá-lo.

A situação piorou quando um deles partiu para cima de Giuseppe, que foi defendido por conselheiros da situação. A partir daí, os dois lados passaram a trocar socos e pontapés no ginásio onde aconteceu o evento. Latas de lixo e grades de ferro usadas para separar os conselheiros da imprensa foram usadas como arma pelos agressores, que as arremessaram contra os seguranças do clube.

Segundo o LANCENET! apurou, a esposa de Da Lupa, Maria de Fátima Ferreira, foi agredida no rosto. O filho do presidente e um dos assessores de campanha dele, Alexandre Ferreira, ficaram trancados no banheiro feminino do ginásio até serem libertados por um dos seguranças.

- A minha mãe levou um soco no rosto. A minha vontade é de não voltar nunca mais na Portuguesa. Até quando vale a pena continuar num clube como esse? - esbravejou Alexandre, ao LANCENET!.

A pancadaria acabou 20 minutos depois, quando Ilídio Lico pediu calma aos oposicionistas. Giuseppe Fagotti foi levado para uma ambulância, mas não deu entrada no hospital. Já Manuel da Lupa, que ficou trancado em um vestiário para não ser agredido, comemorou a vitória durante a noite em uma chopperia na zona norte de São Paulo.

Bate-bola com Manuel da Lupa - Presidente reeleito da Portuguesa, ao LANCENET!

LANCENET!: Porque aconteceu aquela pancadaria toda na eleição?
Manuel da Lupa: O meu filho (Alexandre Pereira) começou a gritar: "Lusa" e "Lupa", e daí pensaram que estavam gritando "chupa". Mas a realidade é que a democracia só é boa para quem ganha. Para quem perde é ruim. Eu estava dando entrevista para os veículos de imprensa e um dos meus assessores me disse: "Sr. Da Lupa, é melhor o senhor sair daqui". Logo em seguida começou a briga. Mas ninguém mexeu comigo, não. Os caras fizeram uma manifestação contrária, mas não me agrediram.

L!: Fazia tempo que não tinha uma briga dessas em eleição. Mancha a imagem do clube?
Manuel da Lupa: Agora eu te pergunto: que culpa tenho eu nisso tudo? O presidente do conselho agiu certamente, fez a reunião, a eleição, tudo transparente. O pessoal é quem entra em conflito, o que eu tenho a ver? Eu não tenho nada contra ninguém. Todo torcedor quer ver o time bem e eu concordo com isso. Mas tem que respeitar a decisão. A Dilma ganhou as eleições e eu não vi nenhum eleitor do Serra brigando por aí...

L!: Como é ter a torcida do clube que preside contra o senhor?
Manuel da Lupa: O pessoal não disse que queria democracia? Eles querem subir para a Série A e eu entendo isso. Mas eles precisam entender que nem sempre o candidato que eles escolhem é o que merece ganhar. Eu fui eleito e agora vou continuar o trabalho na Portuguesa. Eles vão fazer a parte deles, que é torcer pelo time, e eu vou fazer a minha, que é presidir a Lusa. Quero viver em harmonia com eles.

L!: Já tinha visto uma briga dessas na Portuguesa?
Manuel da Lupa: Infelizmente o nosso povo, o povo latino, é meio quente né? O candidato (Ilídio Lico) admitiu a derrota, depois eu fiz um discurso dizendo que a Portuguesa é de todo mundo. Estava tudo bem até começar o foguetório e o pessoal do nosso lado comemorar a vitória. Mas cada um tem que respeitar o espaço do outro. Quem é torcedor mesmo da Portuguesa vai me ajudar.

L!: Falando sobre o futuro agora. Já começou a pensar em reforços para o time?
Manuel da Lupa: A gente estava discutindo alguns pontos antes da eleição, planejando algo. É complicado também, porque não sabia se ia continuar aqui, mas agora eu vou conversar com o técnico (Sérgio Guedes) ainda hoje para definir alguns pontos. É claro que alguns jogadores vão sair, vamos dar uma reformuladinha no time sim, mas vamos analisar primeiro. Já o treinador fica. Ele já tinha falado que caso eu ganhasse, ele continuaria.

L!: E o Dodô, fica?
Manuel da Lupa: As condições dele são meio altas. Esse ano ele ficou muito tempo parado, mas eu já disse que, particularmente, gosto dele. Vou conversar com meus diretores agora e com a comissão técnica, mas da minha parte ele fica. Mas vamos conversar antes.

L!: É os últimos três anos do senhor na presidência?
Manuel da Lupa: Sim. Na verdade eu queria ter saído antes, mas na última eleição não teve um candidato de consenso pra disputar comigo e eu resolvi ficar para não deixar a Portuguesa numa situação difícil. Nessa eleição, o Ilídio surgiu no final e eu achei normal. No meio do ano que vem já quero lançar alguém para me suceder.

L!: Por fim, deixe uma mensagem para o torcedor da Portuguesa.
Manuel da Lupa: Quero deixar o clube em uma situação ainda melhor. Quero montar um time forte e tentar ser campeão. Estamos fazendo um novo vestiário no Canindé já, reformando algumas coisas. Vou continuar pagando os compromissos em dia também. Enfim, agora é hora de continuar o que estava sendo feito e melhorar outras coisas.

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