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Após doping, Natália volta à Seleção e busca enfim a paz em sua carreira

Dia 01/03/2016
02:58

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São apenas três letras, mas que têm um significado imenso para Natália: paz. Depois de passar por problemas de todas as naturezas nos últimos dois anos, a ponteira do Vôlei Amil, de Campinas (SP), prega apenas o sossego às vésperas do seu retorno à Seleção e do início da Superliga Feminina.

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A jogadora estará apta a atuar na próxima terça-feira, dia 10. Ela será liberada após cumprir 60 dias de suspensão por ter sido flagrada com a substância 16OH-prednisolona em seu organismo. Este foi só um capítulo do caso, que estendeu-se mais do que o desejado por ela.

Após cumprir 30 dias de suspensão preventiva e aguardar outros três pelo julgamento, Natália foi absolvida e recebeu até pedido de desculpas do STJD, por suposto engano na análise. Em seguida, a situação alterou-se outra vez, já que a primeira sessão do tribunal não havia levado em consideração a análise da substância correta.

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A poeira pode ter baixado, mas a atleta segue incomodada com as falhas em todo o processo. Erros que lhe custaram ao menos um título.

– Me senti prejudicada. Fui notificada em 3 de junho e minha pena foi de dois meses. Se tivesse sido resolvido rapidamente, eu poderia ter jogado o Grand Prix (no qual o Brasil sagrou-se campeão) – afirmou Natália, em entrevista ao L!Net.

O "calvário" dela havia tido início muito antes. Em 2011, a jogadora foi diagnosticada com um tumor benigno na canela esquerda. Duas cirurgias mais tarde, ela só pôde retornar às quadras nos Jogos de Londres, ainda longe de sua condição ideal.

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Em seguida, retornou à Unilever, time com o qual sagrou-se campeã da Superliga Feminina 2012/13. A calmaria, no entanto, não veio, já que o caso de doping veio à tona logo em seguida à conquista do título.

– Eu voltei do problema na canela e fui campeã da Superliga. Logo depois, veio o doping. Agora espero que essa fase tenha passado. Ainda tenho muito a fazer em Campinas. O que eu tinha de passar, já passei.

O primeiro ato de Natália em quadra já tem data marcada. Convocada por José Roberto Guimarães, ela defenderá a Seleção no Sul-Americano feminino, que ocorrerá entre os dias 16 e 22 de setembro, em Lima (PER). Que, enfim, tudo volte ao normal.

Confira um bate-bola com Natália, jogadora do Vôlei Amil, em entrevista exclusiva ao LANCE!Net

O que você tirou de lição de toda esta polêmica de doping em que esteve envolvida?
É uma coisa que a gente espera que nunca aconteça, mas que acabou acontecendo. Vou tomar mais cuidado. Mas precisa ficar claro que havia apenas uma dosagem um pouco elevada, não tomei nada. Mas, passou. Agora só quero jogar.

O Zé Roberto é seu técnico em Campinas e na Seleção. Ele te deu apoio durante o processo?
Sempre. Desde o começo, o Zé tentou me ajudar. Ele é uma pessoa muito prestativa. Tentou me acalmar e me dar respaldo. Isso me ajudou bastante durante o processo.

O quão ansiosa você está para voltar a jogar, após a suspensão?
Esse tempo afastada foi bom para me recuperar de qualquer dor. Atleta não gosta de ficar fora, e eu não pude participar do Grand Prix e estrear em Campinas. Espero, a partir da semana que vem, voltar a jogar e conquistar as vitórias.

Qual a sua expectativa de agora em diante?
Eu espero que tudo seja melhor daqui para frente. Espero que, agora que passou esta fase, eu possa me concentrar no meu clube novo.


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