Após 'chuva de dólares', Blatter diz que trabalhará em rádio ao sair da Fifa
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Depois de ter sido alvo de uma pegadinha com direito a uma chuva de dinheiro falso na cabeça, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, concedeu entrevista na sede da entidade, em Zurique, na qual falou sobre os planos para o futuro, mas especificamente sobre o processo eleitoral, que culminará com a eleição do dia 26 de fevereiro. Blatter confirmou que não há a menos possibilidade de seguir no cargo e revelou o que pretende fazer após deixar a entidade: trabalhar em uma rádio.
- Em 26 de fevereiro, haverá um novo presidente. Acho que eu vou voltar para o meu trabalho, meu hobby, como jornalista. Acho que dessa vez eu vou voltar para o rádio. Acho que é o veículo mais popular porque é 24 horas e todo o mundo ouve. É mais fácil falar do que escrever - disse o cartola, que acrescentou:
- A eleição não é só para presidente. É para um novo presidente. Eu não posso ser o novo presidente.
O presidente, em um certo tom provocativo, fez questão de ressaltar que as atividades da Fifa não pararam depois das prisões ocorridas em maio.
- Aquela onda, o tsunami de 27 de maio, poderia ter levado tudo, mas ainda estou aqui. A Fifa continua. Organizamos ótimas competições, como o Mundial sub-20, o Mundial feminino e a Copa do Mundo de Beach Soccer. Além disso, os projetos de desenvolvimento continuaram - disse.
O ainda presidente da Fifa aproveitou para anunciar que, além de definir a data da eleição, o Comitê Executivo estipulou um novo processo de reformas na entidade. Entre as ações está a limitação de mandatos.
- Decidimos avançar. Ter uma força-tarefa de 11 pessoas. Vocês devem lembrar que a marca dessa limitação de mandatos está no primeiro papel da reforma, em 2011. A limitação foi "morta" aquela vez na discussão com as confederações. Porque eles disseram que era só para o presidente da Fifa e ninguém mais. Em São Paulo, isso estava na discussão do Congresso e foi rejeitado pela grande maioria. Agora, eu volto com isso porque acho que é muito importante reduzir o número de mandatos. Não só do presidente, mas todo mundo na Fifa e nas Confederações - disse o dirigente.
Blatter ainda explicou a razão de não ter deixado a Fifa assim que anunciou a colocação do mandato à disposição.
- Você está errado em dizer que colocar à disposição é abandonar a função - disse ele a um repórter e prosseguiu:
- Fui eleito pelas associações e usarei meu mandato com responsabilidade. Tenho que ter certeza que vou chegar ao fim da minha carreira e poder dizer que a Fifa vai poder tocar a reforma e reconstruir a reputação.
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