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Andrés Sanchez: 'Marco Polo é um mal. Juvenal seria uma boa para FPF'

Dia 01/03/2016
02:58

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Andrés Sanchez não está mais como dirigente do Corinthians nem da CBF. Mesmo assim, seu nome continua sendo um dos mais comentados no clube e também no futebol brasileiro, que deverá passar por mudanças a partir de abril de 2014, quando haverá eleição presidencial na CBF.

Aos 49 anos, o ex-mandatário do Timão e ex-diretor de seleções da CBF hoje é o homem forte da Arena Corinthians, palco da abertura da Copa de 2014. Ninguém coloca uma pedra no estádio, que está com 89% de sua conclusão, sem consultá-lo.

Na manhã de terça-feira, o dirigente concedeu entrevista exclusiva ao programa "Papo com Benja", do colunista do LANCE! Benjamin Back e, entre vários assuntos, afirmou que apoiaria o antigo desafeto Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo. Acompanhe trechos:

Presidente da CBF ou do Corinthians mais uma vez?
Corinthians é o Corinthians, sou um apaixonado. Mas eu não serei candidato. E ainda não sou candidato da CBF. Tem um grupo enorme de oposição trabalhando bastante e, no fim do ano, eles escolherão quem será o melhor candidato. O que nós já temos certeza é que o Marco Polo (Del Nero, vice-presidente da CBF e atual mandatário da FPF) é um mal para o futebol.

Por quê?
Pelo que ele vem fazendo no futebol paulista desde 2003. Ele deixou o futebol do interior muito mal, o calendário do Paulistão não é bom. Por que não tentei fazer nada quando era presidente? Tentei falar, mas não iria comprar briga com todos.

Marco Polo foi um mal. Ricardo Teixeira foi um bem?
Começou bem, mas a perpetuação no poder sempre é ruim. Falei com ele faz uns três meses por telefone, jamais fomos de ir um na casa do outro. Dizem que ele (Teixeira) tem de fazer transplante de rim.

O ex-jogador Romário apoiaria você como presidente da CBF?
Eu não sou candidato, meu nome está para ser, mas tem mais nomes.

Juvenal Juvêncio o apoiaria?
Muitas das minhas propostas têm a ver com o Juvenal que, aliás, seria um bom nome para ser presidente da Federação Paulista. Eu o apoiaria, abertamente. Seria um candidato excelente para o futebol de São Paulo. Ele reúne todos os pré-requisitos para ser um presidente de federação. Ele não muda o estatuto, fica dois mandatos e pronto (risos).

Alexandre Kalil seria um bom presidente da Confederação?
Seria, ele tem experiência, mas ele está de presidente do Atlético-MG. Eu me dou bem com ele. Ele está de parabéns. Foi criticado por ter trazido o Ronaldinho, hoje é um herói.

Maior erro de dirigente é se perpetuar no poder? É a vaidade?
A vaidade é fundamental. Quando se está presidente de um clube, você está ganhando, não quer sair. A sede pelo poder é o mais complicado. Eu saí do Corinthians com 98% de aprovação e não quis permanecer, saí porque foi combinado que não teríamos mais reeleição. E ponto final.

E a ideia de juntar Maradona e Romário contra a Conmebol?
Errado ou certo, eles têm posição. Eu estou levando o nome disso, mas quem começou isso foi o pessoal do Uruguai, do Nacional e do Peñarol. A Conmebol paga mal demais para os clubes, então, temos de brigar por isso. Os brasileiros pagam para jogar a Libertadores, que paga 2% do que paga a Liga dos Campeões. A briga é essa. Há clubes que não querem participar, mas na hora de receber o dinheiro estão juntos, infelizmente.

Você mantém contato com o Kia Joorabchian, ex-MSI?
Faz tempo que não falo, mas não tenho problema algum em falar com ele. Nós nos encontramos quando ele vem ao Brasil, almoçamos, tomamos café, não tenho que esconder. Eu não sou hipócrita.

Como está sendo seu trabalho na Arena Corinthians?
Eu tenho uma parcela grande aqui, eu comecei isso. Muitas das decisões que a Odebrecht (construtora) e o arquiteto (Aníbal Coutinho) tomam, eu participo.

Tem cargo remunerado?
Dizem que eu tenho remuneração, mas não tem nada, não. E não teria problema nenhum se tivesse, todo dirigente tem de ser remunerado dentro de um preço que é pago para um executivo de mercado.

Na sua opinião, qual é o futuro do futebol brasileiro?
Na Espanha, tem dois times e o outros matam cachorro a grito. Na Inglaterra, tem quatro grandes. No Brasil, será igual, com sete, oito com mais (dinheiro e poder) do que os outros. O problema é que, pelo aumento de receita do marketing e acordo com a TV, nós dirigentes perdemos a mão em relação a salários de atletas, mas está voltando a um patamar menor. Infelizmente, 90% dos jogadores profissionais não ganham mais do que dois salários mínimos. A aposentadoria de um profissional deveria ser de 20 anos, não 35 anos. Não poderia ser regido por CLT.

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