Afastada da Fifa, Dilma abre o Planalto para o COI

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Se o governo federal vive há meses uma relação conturbada com a Fifa, o mesmo não se pode dizer do Comitê Olímpico Internacional (COI). A presidente Dilma Rousseff receberá na quinta-feira uma comitiva formada por representantes da entidade, além do prefeito do Rio, Eduardo Paes, e do governador Sérgio Cabral, para tratar dos preparativos para a Olimpíada de 2016.
O encontro foi um pedido do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016. Dilma aceitou prontamente e abriu as portas do Planalto - fato que não se repete para os reponsáveis pelo Mundial de 2014.
Há meses, o presidente da CBF e do Comitê Organizador Local da Copa (COL), Ricardo Teixeira, tenta um encontro com a presidente em Brasília. No entanto, desde que Dilma chegou ao Planalto, em janeiro de 2011, o cartola nunca foi recebido, ao contrário do que acontecia durante a gestão de Lula.
A relação do governo com a Fifa também não é boa. E piorou após a crítica do secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, à organização do Mundial. No sábado, durante visita a Londres, o dirigente afirmou que o Brasil precisava de "um chute no traseiro" para acelerar seus preparativos.
A declaração foi mal recebida pelo governo. Na segunda-feira, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, enviou ao presidente da Fifa, Joseph Blatter, pedido para que substitua Valcke como interlocutor para assuntos da Copa.
Na mesma noite, a pasta anunciou ter recebido um pedido de desculpas do secretário-geral. Na carta, Valcke argumentava que a expressão em francês "se donner un coup de pied aux fesses" teria sido mal traduzida para "um chute no traseiro".
Nesta terça, repórteres ingleses que participaram da entrevista do dirigente garantiram que ele não falou em francês, mas em inglês.
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