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Abertura da Paralimpíada viaja pela criação do universo e convida a todos para um novo mundo

Troféu Osmar Santos - Atlético-MG x Ponte Preta (Foto: Gil Leonardi)
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Dia 27/10/2015
21:30

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Quem nunca se perguntou sobre o que move uma pessoa com deficiência a superar suas limitações e virar um superatleta? Atiçar essa curiosidade para um mundo novo foi a proposta que o Comitê Organizador dos Jogos Paralímpicos de Londres fez na cerimônia de abertura, ontem, no Estádio Olímpico, em mais de três horas e meia de uma festa impressionante em uma noite muito fria.

O convite para descobrir esse novo mundo partiu da mente mais brilhante entre as pessoas com deficiência: o físico Stephen Hawking (em rara aparição pública), estudioso sobre as origens do universo e cadeirante porque sofre de esclerose lateral amiotrófica – por isso, ele se comunica por meio de um programa de computador, pelo qual se expressa com uma voz digitalizada. "Seja curioso", instiga. Em seguida, ocorreu uma representação do Big Bang, explosão galáctica que teria dado origem ao universo.

A encenação foi baseada na obra "A Tempestade", de William Shakespeare, que também norteou as cerimônias da Olimpíada. Uma chuva de bolhas invade o estádio, quando entra a personagem Miranda, representada pela atriz Nicola Miles Wildin, que tem deficiência, em cena conduzida pelo ator britânico Ian McKellen, o Gandalf da trilogia "O Senhor dos Anéis".

O Brasil foi o 19º país a desfilar. Recebeu forte apoio dos espectadores e foi uma das maiores delegações a participar (com 182 atletas, fora outros integrantes). Do momento em que foi anunciado até a chamada de Brunei, passaram-se três minutos. Em quase todo o trajeto, o time verde e amarelo ouviu como trilha sonora "Common People", do Pulp, uma entidade do rock britânico.

Mas foi a entrada do Reino Unido que provocou uma catarse no público, até então morno e com esparsas reações no Estádio Olímpico. Ao som de "Heroes", de David Bowie, receberam muita energia das arquibancadas. A música ajudou a deixar o momento tão especial. "Podemos ser heróis / Só por um dia". Quem não se emocionou se arrepiou.

Após o desfile, e formalidades à parte, com a abertura dos Jogos na voz da rainha Elizabeth II, Hawkings voltou à cena para fazer a proposta aos espectadores: "Os Jogos Paralímpicos transformam nossa percepção do mundo. Somos todos diferentes, mas compartilhamos do mesmo espírito humano", discursou antes de dar boa sorte aos atletas.

Para deixar esse novo mundo mais impressionante, muita música, fogos de artifício e acrobacias. O toque singelo ficou por conta do acendimento da pira paralímpica, vindo das mãos de Margaret Maughan, primeira campeã paralímpica do Reino Unido, em Roma-1960.

Bem-vindo ao mundo do paradesporto.

* O editor viaja a convite do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB)

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