Marcela Evangelista

Foto: Nany Rodrigues

Tênis News
23/09/2019
11:43
Guarujá, Brasil

Marcela Evangelista foi tenista profissional, viajou o circuito, depois passou à treinadora de nomes como Joana Cortez, com a qual foi medalha de Bronze no Brasil no Pan-Americano de 2007 no Rio de Janeiro junto com Teliana Pereira. Depois passou para o Beach Tennis como jogadora e uma das principais técnicas.

Desde 2014 ela passou a ser referência no esporte tendo passado por 16 momentos capacitando técnicos e professores do Beach Tennis nacional através de sua empresa Crab.

Marcela, que implementou o Beach Tennis em vários tradicionais clubes e academias de São Paulo, destacou a importância do Simpósio: "Ver um evento desse porte e com esse objetivo é muito legal para o Beach Tennis. Vivemos um momento muito imediatista e de certa maneira egoísta, a partir do momento que compartilhamos informações com as pessoas é algo que prezo muito. Sobra aluno, os professores não conseguem atender todos, mas acho legal essa galera que não tem o nome fortalecido como jogador ter essa leitura de que vale mais fortalecer como treinadores do que jogador. Vejo a galera que veio aqui já esteve em outros cursos comigo e me chamou a atenção pois eles estão investindo neles mesmo", destacou Marcela que pregou por mais união do esporte no país: "Meu objetivo era capacitar pessoas para trabalhar comigo pois vi que tinha uma baita demanda de alunos e a oferta de professores não era condizente e não é hoje, falta professor no mercado. Tem espaço para todo mundo, se agente se ajudar vamos crescer juntos",aponta: "Todas as entidades deixam a desejar, não só a Confederação Brasileira de Tênis. O lado positivo é que elas estão se mexendo para tentar se organizar, mas falta muito ainda. Existe um egoísmo até porque o Beach Tennis é um esporte novo e é um egoísmo geral. Até entre os professores que querem cuidar de todos os alunos, mas não tem horários. Tem espaço para todo mundo. Beach Tennis é uma modalidade nova, não tem ninguém que pratica há 60 anos, acaba que fica uma terra de ninguém e acaba que muita gente às vezes quer ditar por regra própria. Existe por exemplo espaço para mais entidades. Temos a situação hoje que por exemplo, se você joga evento de uma não pode jogar torneio da outra e vice-versa, não é saudável isso".