Comemoração - São Paulo x RB Bragantino

Luciano contou com falha do goleiro e marcou o gol de empate (Foto: Rubens Chiri/São Paulo)

Fellipe Lucena
10/09/2020
08:00
São Paulo (SP)

O São Paulo poderia terminar a nona rodada do Brasileirão na liderança com uma vitória sobre o Red Bull Bragantino na quarta-feira somada a um eventual tropeço do Internacional contra o Ceará, às 19h15 desta quinta, no Beira-Rio, mas não havia são-paulinos eufóricos. Como dissemos na segunda-feira, não é pessimismo exagerado ou efeito da fila. O time de Fernando Diniz não é consistente e, portanto, não dá motivos para que alguém acredite em briga pelo título.

De qualquer forma, fez 30 minutos ótimos contra o Atlético-MG (derrota por 3 a 0) e 45 minutos bons contra o Fluminense (vitória por 3 a 1), então não era necessário ser muito otimista para imaginar pelo menos sessenta ou setenta minutos agradáveis contra um Red Bull Bragantino que luta contra o rebaixamento, certo? Pois bem...


O primeiro tempo até que teve seus pontos positivos, mas o time ficou abaixo dos seus melhores momentos em partidas recentes. Diniz escalou exatamente a equipe que começou o segundo tempo contra o Flu, com Juanfran, Igor Gomes e Brenner nos lugares de Igor Vinícius (suspenso), Hernanes e Paulinho Boia.

Após 20 minutos de equilíbrio e alguns sustos na saída de bola, o São Paulo estabeleceu um domínio das ações até o fim do primeiro tempo, mas com poucas chegadas perigosas. Até marcou um gol bem anulado pela arbitragem, com desvio do impedido Brenner após chute de Reinaldo.

Parecia que bastava acelerar um pouco o ritmo para confirmar a superioridade e a vitória no segundo tempo, mas o time voltou ainda pior, jogando em um de seus mais baixos níveis da temporada. Diniz admitiu em sua entrevista coletiva que as entradas de Hernanes e Boia nas vagas de Bueno e Gabriel Sara logo no intervalo não surtiram o efeito desejado.

O São Paulo tomou mais um daqueles gols em que o sistema defensivo falha de maneira inacreditável. Dessa vez, o maior erro foi de Reinaldo, que deu condição a Artur ao ficar totalmente desalinhado com os outros três defensores em uma bola longa do goleiro Cleiton. Tchê Tchê e Hernanes também não se entenderam na marcação pelo meio e permitiram que Raul recebesse em condições de finalizar e vencer Volpi.

Ok, acidente de percurso. Era totalmente possível pressionar e buscar a virada, mas o São Paulo não respondia. E olha que o jogo forneceu várias oportunidades para a equipe...

Primeiro foi Claudinho, que chutou para fora o pênalti cometido por Luciano e perdeu a chance de fazer 2 a 0. Depois foi Cleiton, que soltou a bola nos pés do mesmo Luciano e cedeu o gol de empate quando o São Paulo já acumulava mais de meia hora sem conseguir criar chances, já com Helinho e Gonzalo Carneiro nos lugares de Igor Gomes e Brenner. Por último, Artur, que mandou na trave o segundo pênalti da noite já nos acréscimos.

Na base da vontade e da correira, com algumas jogadas de um contra um de Helinho e infinitos chuveirinhos na área, o São Paulo ainda deu ao seu torcedor a esperança de achar um gol. Muito pouco para quem quer brigar na parte de cima. 

No sábado, o adversário será o Santos, embalado por vitórias contra Ceará e Atlético-MG. Na quinta-feira, o River Plate, um dos times mais poderosos do continente, na volta à Libertadores, em uma maratona que está só começando. Se continuar intercalando bons e maus momentos, o São Paulo provavelmente verá suas esperanças escorrerem pelos dedos ainda neste mês.