Presidente do Conselho destitui Comissão de Ética após votação cancelada
Votação que poderia expulsá-lo foi cancelada ontem

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O presidente do Conselho do São Paulo destituiu todos os membros da Comissão de Ética. O Lance! recebeu o ato administrativo divulgado na manhã desta terça-feira (12).
No documento, Olten afirma que todos os atos praticados até aqui pela comissão seguem válidos, incluindo o relatório emitido sobre seu afastamento provisório e demais processos em andamento. Ainda assim, justificou a decisão alegando irregularidades na condução dos trabalhos e falta de imparcialidade por parte dos integrantes do órgão. A votação que definiria seu futuro foi cancelada nesta segunda.
A votação, que aconteceria nesta terça, poderia resultar no afastamento do dirigente por 120 dias da presidência do órgão.
A sessão que analisaria o caso foi suspensa após o conselheiro Richard Magalhães, integrante do grupo político SOMOS, antigo MSP, formalizar um documento de suscitação de dúvida estatutária. No pedido, ele questiona a validade da votação com base no artigo do Estatuto utilizado para pautar a recomendação de afastamento feita pela Comissão de Ética.

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A solicitação foi acatada por João Farias, vice-presidente do Conselho Deliberativo, que informou que o tema será submetido à análise jurídica.
Olten se manifestou em nota oficial
O Lance! teve acesso à nota oficial publicada por Olten Ayres. Nela, citou episódios que, segundo ele, comprometeram a credibilidade da comissão, como manifestações públicas, vazamentos seletivos, antecipações de julgamento e conduções incompatíveis com o equilíbrio esperado de um órgão disciplinar.
Olten também negou que a decisão tenha motivação pessoal, política ou eleitoral. Segundo o dirigente, a medida busca reconstruir a confiança interna, restabelecer a harmonia entre os poderes do clube e assegurar que futuras apurações ocorram com respeito ao devido processo legal, ampla defesa e independência.
Na manifestação, o dirigente ainda reafirmou que não será candidato em futuras eleições do São Paulo e declarou que agiu para evitar o aprofundamento de divisões internas em meio às discussões sobre possível reforma estatutária.
A comissão de ética tricolor estava avaliando a expulsão de outros nomes, como Julio Casares, ex-presidente, Antônio Donizete Gonçalves, ex-diretor social e Carlos Belmonte, ex-diretor de futebol.
Veja a nota na íntegra
O Presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo Futebol Clube, Olten Ayres de Abreu Junior, comunica que, diante dos fatos ocorridos nos últimos meses envolvendo a condução de procedimentos disciplinares e a atuação da atual Comissão de Ética, deliberou pela reestruturação integral da referida comissão.
A decisão decorre da necessidade de preservação da credibilidade institucional, da imparcialidade dos processos internos e da confiança dos Conselheiros e da comunidade são-paulina nos ritos estatutários do Clube.
Ao longo das recentes apurações, verificaram-se episódios que comprometeram a necessária percepção de isenção, inclusive com manifestações públicas, vazamentos seletivos, antecipações de julgamento e conduções incompatíveis com o ambiente de equilíbrio e serenidade que se espera de um órgão dessa natureza.
Não se trata de perseguição, revanchismo ou qualquer medida de caráter pessoal. Trata-se, exclusivamente, de uma decisão administrativa e institucional voltada à reconstrução da confiança, ao restabelecimento da harmonia entre os poderes do Clube e à garantia de que futuras apurações ocorram com absoluto respeito ao devido rito, à ampla defesa e à independência.
O Presidente também reafirma, de forma clara e definitiva, que não será candidato em futuras eleições do São Paulo Futebol Clube. A medida ora adotada não possui qualquer motivação eleitoral ou projeto de poder.
Ao contrário: o cenário criado após o início das discussões sobre a possibilidade de uma reforma estatutária, somado à condução política observada em determinados episódios, acabou impondo à Presidência do Conselho a responsabilidade de agir institucionalmente para impedir o aprofundamento de divisões internas e preservar a legitimidade dos órgãos do Clube.
O São Paulo Futebol Clube precisa de estabilidade, responsabilidade e respeito às suas instituições. E é com esse espírito que as medidas serão conduzidas.
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