Lugano volta para superar celestes e tentar repetir feito de Raí no Tricolor
Pablo Forlán, Darío Pereyra e Pedro Rocha foram ídolos entre 1970 e 1988, mas só voltaram ao São Paulo depois da aposentadoria; Diós retorna veterano para buscar mais títulos

Rodrigo Caio, tricolor de infância e provável parceiro de Diego Lugano na zaga, acredita que a imagem do ídolo uruguaio não será arranhada na nova passagem pelo São Paulo. As próximas páginas da rica história do zagueiro no Morumbi devem começar a ser escritas nesta sexta-feira e trazer capítulos que nenhum outro ídolo celeste do clube conseguiu protagonizar.
Lugano está em um seleto rol de divindades uruguaias que inspiram nos torcedores são-paulinos um carinho especial com o país sul-americano. A relação com os celestes começou em 1970, nas chegadas do lateral-direito Pablo Forlán, pai do craque Diego Forlán, e do meia Pedro Rocha, considerado por Pelé um dos melhores do mundo em sua época. Já o ápice veio entre 1977 e 1988, com o zagueiro Darío Pereyra, multicampeão no Morumbi.
Os três chegaram a voltar ao clube depois da aposentadoria, com Forlán e Darío trabalhando como treinadores e Pedro Rocha trabalhando nas categorias de base do Tricolor. Lugano, o Diós dos torcedores, será o único deles a conseguir retornar ao Morumbi ainda como atleta e poderá superá-los em títulos. Darío é o recordista com seis taças, enquanto Lugano faturou um Campeonato Paulista, uma Libertadores, um Mundial e um Campeonato Brasileiro em 176 partidas, com 11 gols marcados entre 2003 e 2006.
E se for campeão, o zagueiro de 35 anos repetirá feito marcante de outro ídolo são-paulino. Raí voltou ao clube em 1998, já com 32 anos após longa passagem pelo francês Paris Saint-Germain (onde Lugano também jogou) e, mesmo veterano, conquistou dois troféus do Campeonato Paulista. O primeiro deles logo em sua reestreia, em final contra o Corinthians no Morumbi com gol de cabeça e festa em 1998. Depois, em 2000, diante do Santos, mais uma vez na casa tricolor.
Confira os números dos outros ídolos uruguaios do Tricolor:
Darío Pereyra
Zagueiro que fez 453 partidas entre 11 de dezembro de 1977 e 28 de maio de 1988. Fez 37 gols e foi campeão paulista em 1980, 1981, 1985 e 1987 e do Brasileirão em 1977 e 1986. Foi técnico em 1997 e tem 59 anos.
Pablo Forlán
Lateral-direito que fez o primeiro jogo em 1 de maio de 1970 e saiu em 14 de setembro de 1975, com 243 jogos e nove gols. Venceu o Paulistão em 1970, 1971 e 1975. Foi técnico em 1990 e tem 70 anos.
Pedro Rocha
Meia que estreou em 27 de setembro de 1970 e se despediu em 2 de outubro de 1977. Foram 390 partidas e 119 gols no Tricolor, onde conquistou dois títulos Paulistão de 1971 e 1975. Morreu em 2013, aos 70 anos.

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