HOME - Despedida de Rogério Ceni no Morumbi - Lugano e Rogério Ceni (Foto: Mauricio Hummens/Fotoarena/LANCE!Press)
Marcio Porto
22/12/2015
07:05
São Paulo (SP)

Rogério Ceni sai do gol e, antes de atuar na linha e se eternizar na história, protagoniza mais um gesto emblemático: passa a braçadeira de capitão ao uruguaio Diego Lugano. A cena, ocorrida no último dia 11, no jogo de despedida do Mito, soa como sonho para o são-paulino ali presente, mas está perto de virar realidade. Lugano tem tudo para ser o capitão do São Paulo em 2016.

Na última segunda, pela primeira vez o clube admitiu que negociará o retorno do zagueiro uruguaio, ídolo da torcida, e atualmente no Cerro Porteño (PAR). O presidente Carlos Augusto de Barros e Silva deu aval para o diretor-executivo Gustavo Oliveira tratar do assunto e já projeta uma festa de apresentação nos moldes do adeus ao Mito.

– Eu vou confiar isso (festa) ao diretor de marketing Vinicius Pinotti. Pela festa que fez para o Rogério Ceni, terá a maior competência para fazer uma nova (para Lugano) – afirmou Leco, em entrevista exclusiva ao LANCE!.

A decisão de finalmente ir atrás do zagueiro tem contribuição importante do técnico argentino Edgardo Bauza, que será apresentado nesta quarta no CT da Barra Funda, às 12h. Bauza disse na Argentina que gostaria de contar com Lugano. Era o aval que Leco esperava.

– Temos que focar agora com a visão de que se o treinador quer, se a torcida está solicitando, se conseguirmos estabelecer condições propícias para a negociação, ela pode acontecer – declarou.

Lugano, de 35 anos, tem contrato até o fim de 2016 com o Cerro, mas há uma cláusula que o libera ao São Paulo, que diz desconhecê-la. Ele recebe cerca de R$ 300 mil mensais, quantia que será discutida agora pela diretoria. São com esses detalhes que Leco se preocupa para não frustrar o torcedor. Lugano, por sua vez, já disse que a volta dependia do Tricolor. A novela caminha para um final feliz.

FESTA PARA O MITO
O adeus de Ceni rendeu festa histórica organizada pelo São Paulo, no dia 11 de dezembro. Tocado pelo diretor de marketing Vinicius Pinotti, o evento teve um duelo entre os campeões mundiais de 92/93 contra os de 2005, iluminação diferenciada, fogos de artifício, Morumbi lotado e uma estrutura de primeira linha. Raí, Zetti, Telê, entre outros, foram saudados. Ceni jogou um período na linha, Zetti marcou gol de pênalti, Cafu e Raí repetiram a falta que originou um dos gols na final do Mundial de 92, contra o Barcelona. Épico!