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'Clube da Fé' rompe com Aidar e promete vigilância no São Paulo

Dia 13/10/2015
14:01

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Os bastidores do São Paulo seguem aquecidos. Nesta quinta-feira, o grupo político "Clube da Fé" voltou a se declarar oficialmente como parte da oposição ao presidente Carlos Miguel Aidar e seus dirigentes. A decisão foi tomada após o "Caso Maidana" servir como estopim de uma série de polêmicas envolvendo a diretoria desde as eleições em abril do ano passado.

O "Clube da Fé" tem entre seus integrantes mais notáveis o conselheiro e ex-superintendente de futebol do Tricolor, Marco Aurélio Cunha. Ao lado de outras figuras importantes, o grupo decidiu prestar apoio à situação no início deste ano, após ter sido a maior força oposicionista durante o pleito entre Aidar e Kalil Rocha Abdalla.

Ao mesmo tempo em que o apoio foi declarado, integrantes do grupo acabaram nomeados para cargos na diretoria, como Eduardo Alfano (relações internacionais) e Dorival Decoussau (institucional). Os dois seguem na cúpula ao lado de Aidar e não  fazem parte do movimento de ruptura com a situação - os novos rumos do "Clube da Fé" serão discutidos em reunião na próxima semana.


FOTO: Érico Leonan

- Decidimos apoiar no início do ano, mas foi um apoio de confiança apenas. Estávamos confortáveis com dois integrantes na diretoria, pois podíamos fiscalizar e respeitar as decisões. Eles saíram do grupo e haviam divergências. Agora a maioria entende que precisamos manter uma distância da diretoria. Queremos ser oposição de verdade. Sem atrapalhar, mas sem concordar com o que está acontecendo - ponderou Marco Aurélio Cunha, que prosseguiu:

- Essa decisão de ruptura é pelo conjunto da obra, por tudo o que tem acontecido e por coisas que não estão caminhando da forma que uma gestão boa e transparente deveria ser. O caso do garoto (Iago Maidana) é inexplicável e inaceitável. E as explicações dadas até agora não bastam - finalizou.

Maidana chegou ao São Paulo por R$ 2,4 milhões, dois dias após o Monte Cristo (GO) tirá-lo do Criciúma por R$ 800 mil graças ao investimento da empresa Itaquerão Soccer. A prática é considerada ilegal pela Fifa desde maio deste ano e pode implicar em punições às quatro partes envolvidas nas negociações. Na última segunda-feira, durante reunião do conselho deliberativo, o caso foi tachado de "batom na cueca" pelo empresário e opositor Abílio Diniz.

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