Arbitragem, falhas defensivas e pouca efetividade: os motivos da eliminação do São Paulo
Tricolor se despede da competição

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O São Paulo foi eliminado em mais uma noite polêmica pelo Palmeiras. Novamente pela semifinal do Campeonato Paulista, derrotado por 2 a 1, dá adeus à competição e encerra uma invencibilidade que estava sendo mantida há oito jogos - uma das maiores do comando de Hernán Crespo. Mas o que deu errado? O Lance! analisa.
Escalação do São Paulo
Um dos assuntos mais comentados pelos torcedores e mais questionados a Hernán Crespo foi em relação às escolhas na escalação. O técnico do São Paulo manteve a linha de quatro defensores e optou por uma mudança inesperada no meio-campo, Luan no lugar de Danielzinho. Em coletiva de imprensa, explicou que a decisão foi tomada por questão física.
- Danielzinho não estava 100% fisicamente. A gente precisou mudar contra o Bragantino e ele ficou fora contra o Coritiba. A escolha foi pelo Luan, pelas características do rival. Precisávamos fisicamente de um jogador como o Luan. Pessoalmente, acho que deu certo. A ideia era não mudar, talvez arriscar fisicamente - disse Crespo.
Mesmo assim, a alteração teve impacto no desempenho coletivo. O meio-campo, que vinha sendo um dos destaques da temporada, apresentou ritmo mais lento e menor capacidade de conexão entre defesa e ataque, algo que havia se consolidado como uma das principais virtudes da equipe ao longo do ano.
Falhas defensivas e falta de efetividade
Tanto os gols de Maurício quanto de Flaco López esbarraram em problemas defensivos do São Paulo. No primeiro, o lance nasceu com poucos minutos de bola rolando e não foi devidamente acompanhado pela defesa tricolor, que permitiu espaço e finalização. No segundo, novamente houve desatenção em momento decisivo.
Em números, as estatísticas também não foram favoráveis. De acordo com dados do Sofascore, a equipe sofreu dois gols e cedeu quatro grandes chances ao rival, além de permitir 11 finalizações, sendo quatro no alvo. Dentro da própria área, foram seis conclusões adversárias e dez toques permitidos, indicadores de uma defesa pressionada nos momentos cruciais da partida.
O Tricolor ainda cometeu 15 faltas ao longo do confronto, somou 20 desarmes e terminou com 54% de eficiência nos duelos, um índice competitivo, mas insuficiente para controlar um clássico de alta intensidade e evitar a eliminação.
Após o jogo, Crespo também foi questionado sobre esses números. O treinador explicou por que a equipe não conseguiu manter a sequência invicta e reconheceu que, em partidas desse nível, pequenos erros acabam tendo peso decisivo.
- Acho que nesse tipo de jogo, os detalhes fazem diferença. Eles aproveitaram o primeiro gol, a gente perde a bola, em um bate e rebate na área, o Maurício fez o gol. No segundo, da bola parada, se foi falta ou não, chega e a gente não marcou como podia marcar. Cometer um único erro... Você paga muito caro por esses tipos de erro, então a situação fica para aprender - analisou Crespo.
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Arbitragem polêmica
O jogo foi marcado por uma questão polêmica de arbitragem - assim como no ano passado. Neste domingo, o lance aconteceu no começo do segundo tempo. Logo aos cinco minutos, o São Paulo reclamou de pênalti após a bola atingir o braço de Gustavo Gómez dentro da área. Sem o auxílio do VAR, a árbitra optou por mandar o jogo seguir, o que provocou reclamações do banco e dos jogadores tricolores. O assunto foi comentado tanto por Rui Costa quanto por Hernán Crespo.
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Virada de chave
O São Paulo estava caminhando para ajeitar as prateleiras da casa, após um começo de ano muito turbulento - principalmente no que diz respeito ao que acontecia fora das quatro linhas. Agora, vira uma chave e olha para outras questões.
Vice-líder no Brasileirão, enfrenta a Chapecoense no dia 12 de março. Invicto há quatro rodadas, tem a chance de ter uma semana livre para se preparar e seguir firme na competição. O jogo acontecerá no Canindé.
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