Santos celebrou o tricampeonato da Libertadores em 2011 (Foto: Divulgação)

Santos celebrou o tricampeonato da Libertadores em 2011 (Foto: Divulgação)

LANCE!
30/08/2020
12:15
Santos (SP)

Faltam pouco mais de duas semanas para o retorno da Libertadores, e a Betfair.net mergulhou em um dos momentos marcantes da história do torneio envolvendo o Santos. A partida contra o Colo-Colo, que manteve o Alvinegro vivo na edição de 2011, após um início abaixo das expectativas, é atração do quinto episódio da série “Todo Resultado É Possível”, nas vozes dos embaixadores Mauro Cezar e Chico Garcia.

Neste dia 30 de agosto, em que a primeira conquista do Santos no torneio continental, sobre o Peñarol, completa 58 anos, os especialistas analisaram a reviravolta que levou o grupo ao tricampeonato, quando tudo parecia perdido. Curiosamente, assim como em 1962, os uruguaios do Peñarol seriam novamente as vítimas do Alvinegro na decisão de 2011.

- Quem viu o Santos campeão da Libertadores e olhou para trás lembrou que aquela jornada do time de Neymar e Paulo Henrique Ganso quase não foi adiante. Poderia ter sido abortada no começo da caminhada, porque a equipe teve um início ruim e quase sofreu a eliminação logo na fase de grupos - recordou Mauro Cezar.


Contra o Colo-Colo, o Santos necessitava de uma vitória para seguir mirando as oitavas de final. A equipe começou com tudo e abriu 3 a 0, com gols de Elano, Danilo e Neymar. O torcedor sorriu aliviado, mas era cedo demais para comemorar.

Aos seis minutos do segundo tempo, Neymar levou cartão vermelho por usar uma máscara para comemorar o feito, e acabou expulso. Não demorou e Zé Eduardo, o “Zé Love”, também recebeu cartão vermelho, após trocar empurrões com o zagueiro Scotti. Ambos foram retirados de campo. Com um jogador a mais, os chilenos ganharam terreno e marcaram seus dois gols, com Diego Rubio e Patrício Jerez.

- Foi pressão até o fim. O time chileno anotou dois gols, mas o Santos conseguiu sustentar a vantagem mínima e venceu por 3 a 2, avançando na Libertadores - completou Mauro.


De fora, Muricy Ramalho assistiu a tudo, às vésperas de sua apresentação como novo treinador santista. Com ele, o clube arrancaria para o terceiro título sul-americano de sua história.

- O jogo contra o Colo-Colo foi um ressurgimento naquela campanha que viria ser a do tricampeonato. O time não começou bem a competição e só uma vitória manteria a equipe de Muricy na disputa. Tudo parecia bem. Vila Belmiro lotada e 3 a 0 no placar. Mas o Peixe se desestabilizou. Não bastasse, o time chileno ainda marcou duas vezes. Foi no limite para sustentar aquela vitória e seguir vivo em busca do sonho da conquista - afirmou Chico Garcia.

Coincidência ou não, assim como em 2011, o Santos trocou de treinador em 2020. Se a campanha do tri começou com Adilson Batista e terminou com Muricy, agora Cuca voltou à Vila Belmiro no lugar de Jesualdo Ferreira.

Diferentemente de Muricy, que jamais havia vencido a Libertadores, o atual técnico do Peixe tem um título do torneio em seu currículo, em 2013, com o Atlético Mineiro.

Líder do Grupo G, com duas vitórias em duas partidas, o Alvinegro retorna à competição após a parada causada pela COVID-19 no dia 15 de setembro, contra o Olimpia (PAR), na Vila Belmiro.

A série “Todo Resultado É Possível” fará os fãs recordarem oito momentos memoráveis da competição, em que o futebol quebrou prognósticos e mostrou por que é o esporte mais popular do mundo.

A atração da estreia foi o título do Flamengo em 2019, com uma vitória incrível nos minutos finais sobre o River Plate por 2 a 1, em Lima. Em seguida, os embaixadores recordaram o fim da “maldição” das oitavas do Grêmio na Libertadores, com o triunfo sobre o Godoy Cruz (ARG), em 2017, a vitória de virada do Internacional sobre o Chivas Guadalajara (MEX) por 3 a 2 na decisão de 2010, e o golaço de Cleiton Xavier que salvou o Palmeiras em 2009.