Fábio Lázaro*
27/08/2020
08:00
Santos (SP)

Sem entrar em campo nesse meio de semana, o Santos terá essa “mordomia” novamente, no mínimo, apenas daqui a dois meses. Com o aperto no calendário do futebol brasileiro, por conta da paralisação de quatro meses decorrente da pandemia do novo coronavírus, essas janelas serão muito importantes para a recuperação física e aprimoramento técnico, justamente as duas premissas priorizadas pela comissão técnica santista nos próximos dias.


Essa “janela” chega em boa hora para o Peixe, já que no último domingo (23) o time foi a campo contra o Palmeiras, na derrota por 2 a 1, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro, no estádio do Morumbi, sem treinar, decisão que partiu do técnico Cuca justamente pela carga excessiva de jogos, já que na última quinta-feira (20) o time venceu o Sport por 1 a 0 na Ilha do Retiro, passando a noite na capital pernambucana e voltando para São Paulo na tarde seguinte, permanecendo até a data do clássico, três dias depois.

No sábado (22), o técnico santista optou por não se dirigir ao Centro de Treinamentos da Portuguesa de Desportos, que seria emprestado, para evitar o deslocamento e, consequentemente, maior desgaste físico.

Na primeira atividade em campo desta semana, que ocorreu nesta quarta-feira (26), três jogadores que eram desfalques por problemas físicos treinaram com bola: o goleiro Vladimir e os atacantes Uribe e Raniel. Andeson Ceará foi a campo, mas fez apenas trabalho físico. Marinho, que sentiu a coxa no clássico do fim de semana, será examinado.

Dando "cara" do técnico ao time

“Arrumando o carro em movimento”, Cuca tem mexido bastante na estrutura da equipe durante os jogos, mas sem conseguir realizar os testes necessários em treinamentos. O meio de campo é o setor mais frágil até o então, e algumas peças individuais, outrora importantes, como Sánchez e Pituca, não estão rendendo.

Os jogadores oriundos da base, promovidos nesta temporada, ou nos últimos dois anos, mas ainda sem ter sequência, têm sido testados, entrando durante as partidas. A semana livre servirá, portanto, para que o treinador do Peixe avalie essas peças nas atividades cotidianas.

Para o duelo contra o Flamengo, neste domingo (30), às 16h, na Vila Belmiro, pela sexta rodada do Brasileirão, o volante Alison, expulso contra o Palmeiras, será desfalque e obrigará Cuca a fazer testes em, no mínimo, uma posição, para avaliar o substituto do camisa cinco. Jobson, Sandry, Ivonei e até mesmo Tailson, com Diego Pituca sendo recuado como volante, concorrem a vaga do capitão santista.

Maratona a seguir

Em 20 dias o Peixe adicionará a Libertadores ao seu calendário. O Peixe retorna à competição continental no dia 15 de setembro, quando recebe o Olimpia (PAR), na Vila Belmiro, pela terceira rodada do grupo G, no qual é líder, com duas vitórias em dois jogos.

Até o dia 25 de outubro, o Alvinegro Praiano tem compromissos todos os meios e fins de semana, tanto pelo Campeonato Brasileiro, quanto pelo torneio continental, que tem a sua fase classificatória encerrada, para o Santos, no dia 20 de outubro. Caso o Peixe confirme a sua classificação, às oitavas de final podem avançar as datas posteriores ao dia 25 e postergar ainda mais uma nova semana livre para o Santos.

Além do mais, o Peixe entrará a partir das oitavas de final da Copa do Brasil, que teve a sua terceira fase findada nesta quarta-feira (26).

Todos esses compromissos ainda não datados podem “encavalar” possíveis semanas livres que o técnico Cuca possa vir a ter.

* Sob supervisão de Vinícius Perazzini

Cuca
(Foto: Ivan Storti/Santos FC)