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Elano assume base do Santos, pede autonomia e projeta maior desafio da carreira

Ex-jogador assinou contrato até o final do ano

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Juliana Yamaoka
Santos (SP)
Dia 04/03/2026
16:34
Elano assinou contrato de um ano com o Santos para ser gerente da base. (Foto: Raul Baretta/ Santos FC)
imagem cameraElano assinou contrato de um ano com o Santos para ser gerente da base. (Foto: Raul Baretta/ Santos FC)

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Apresentado no Santos na última terça-feira (3), o gerente de base Elano Blumer terá o desafio mais importante da carreira comandando os Meninos da Vila.

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O ídolo santista explicou que recebeu a proposta santista com bons olhos e que pediu autonomia para tomar as decisões do departamento para o presidente Marcelo Teixeira. Ele estava como coordenador técnico do Guarani, clube em que foi formado nos anos 90.

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Léo Bastos ao lado de Elano no CT Rei Pelé. (Foto: Raul Baretta/ Santos FC)
Léo Bastos ao lado de Elano no CT Rei Pelé. (Foto: Raul Baretta/ Santos FC)

Elano explicou que, antes de tomar as primeiras decisões, pretende realizar um diagnóstico detalhado ao lado de Léo Bastos, responsável por auxiliar na transição dos atletas entre a base e o profissional. Ambos foram companheiros de elenco e são considerados ídolos pelo Peixe. A gestão de Marcelo Teixeira apostou em nomes com alta aceitação junto à torcida para integrar o processo de reconstrução do clube.

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— O diagnóstico está sendo feito e ainda não estive no profissional para entender o que eles precisam. O processo funciona de lá para cá. O Léo faz parte disso, e eu serei esse elo. Primeiro, é preciso concluir esse diagnóstico. O Santos tem muitos talentos e variáveis para que isso aconteça. Quero aprimorar o processo com os jogadores e transmitir os valores que o clube sempre teve. É importante cuidar desse lado humano e formar atletas dentro das características do clube. Temos peças para isso. Ainda é cedo para confirmar tudo o que vou fazer, pois preciso consolidar esse diagnóstico. Assim que eu tiver, vocês estarão acompanhando. Quero organizar e contar com Léo, Gustavo e Mattos para ajudar lá em cima, porque esse é o meu objetivo - explicou Elano.

➡️ Elano é apresentado como gerente da base do Santos e explica situação de Robinho Jr.

A base do Peixe:

O "Coringa da Vila", como ficou conhecido à época em que vestia a camisa 11 do Santos, também falou sobre o carinho pelo Guarani e explicou como pretende agregar os valores do Peixe aos atletas da base, mantendo o DNA formador alinhado à expectativa por resultados. Ele citou o atacante Rodrygo, do Real Madrid, como exemplo, já que participou da promoção do jogador ao time principal aos 16 anos, em 2017.

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— Primeiro, preciso agradecer ao Guarani, que é um dos clubes que mexem comigo por toda a história e gratidão. Fui muito feliz retornando depois de muitos anos. E estar no Santos é muito gratificante. Estou preparado. Passei por muitos obstáculos ao longo do tempo. Meu trabalho sempre foi integrado com a base, e assim foi no Santos com o Rodrygo, entre outros. Esse já era meu objetivo, mas agora de baixo para cima. Confesso que ainda não tive a oportunidade de acompanhar todos os treinos e jogos, mas é algo que quero fazer. A ideia é realizar esse levantamento e dar oportunidade para as pessoas trabalharem no setor, assumindo responsabilidades. Precisamos atingir o principal do Santos: a formação, o DNA, as características de um time leve e alegre, sem abrir mão dos resultados. Posso acrescentar ainda mais por conhecer e ter vivenciado a base em outros clubes pelos quais passei, para que todos caminhem do mesmo lado - explicou.

Questionado sobre quais aspectos considera mais alarmantes para melhorar, Elano afirmou que seu maior desejo é ampliar a estrutura do CT Rei Pelé, especialmente com a criação de mais campos, a fim de potencializar o processo de formação do clube.

— Tudo pode ser melhorado, faz parte, ainda mais com a chegada de pessoas novas. Mas não é terra arrasada. Temos boa infraestrutura e bons profissionais. Precisamos, principalmente, de mais campos, porque isso impacta diretamente na formação. Meu sonho seria ter aqui todas as categorias, dos 7 aos 20 anos. Seria ideal. Mas não posso cravar nada também por uma questão de exposição. Com certeza há pontos a evoluir. A ideia é analisar os processos e identificar o que precisa ser ajustado. Não pretendo falar publicamente e expor esse tipo de situação. Há muita coisa boa acontecendo, inclusive o acúmulo de funções por parte dos profissionais. Vamos tentar delegar melhor as responsabilidades, para que todos possam trabalhar bem e, consequentemente, formar atletas - explicou.

Elano também ressaltou o desejo de formar profissionais dentro do próprio clube, fortalecendo as comissões técnicas das categorias de base.

— É preciso acelerar o processo, mas ter paciência para executar. Se você tem um processo e não o respeita, acaba não fazendo o que pensa e atrapalha a formação. Trabalhei no Manchester, da Inglaterra, em 2007, quando o processo estava começando, e hoje todos veem no que se transformou. O Santos forma mais do que muitos clubes. A minha ideia é ajudar nos processos, criar ou aprimorar métodos para formar treinadores, preparadores físicos e outros profissionais em funções que o mercado ainda não está acostumado a desenvolver internamente. É esse elo que precisamos fortalecer: formar profissionais em diversas áreas. A camisa é pesada e exige isso - afirmou.

Por fim, Elano afirmou que não pretende seguir carreira como treinador, apesar de ter concluído a Licença Pro da CBF.

— A vida do treinador é muito dura. Deveríamos respeitar mais. O profissional praticamente não tem vida. Eu chegava em casa e conversava com a minha esposa por 20 minutos. Acordava de madrugada pensando em escalação, em time. A decisão de não seguir como treinador foi pela minha família. Não que eu não trabalhe bastante hoje, mas consigo, ao menos, ter o período da noite em casa. Foram 21 anos nesse ambiente, e isso me trouxe aprendizados. Chego para fazer o que sempre sonhei. É o maior desafio da minha vida até aqui. Quando se trata de campo, é mais simples. Mas, na parte administrativa, conto com pessoas que me acolheram. Há coisas que eu sei e outras com as quais ainda não tive tanto contato. Ninguém sabe tudo, mas, com bons profissionais e boa vontade, entendendo onde estamos, as coisas tendem a caminhar bem - concluiu.

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