Bambu

Bambu é titular do Santos e tem contrato apenas até novembro desde ano com o Alvinegro (Foto: Ivan Storti/Santos)

Ana Canhedo e Fellipe Lucena
14/09/2018
06:00
Santos (SP)

Não bastasse a crise política no Santos, Cuca ainda tem de lidar com problemas contratuais de algumas peças de seu elenco, enquanto o clube não contrata um substituto para Ricardo Gomes, ex-gerente executivo de futebol. Justamente receoso quanto ao futuro, o treinador espera pela renovação rápida do contrato do zagueiro Robson Alves, o Bambu, para não repetir o impasse gerado com o meia Léo Cittadini. O jovem de 20 anos é titular da equipe  ao lado de Gustavo Henrique na defesa. 

O vínculo atual de Bambu vence no dia 10 de novembro e até agora o clube não se acertou com o empresário do atleta pela renovação, pois considera a pedida alta. Já o vínculo de Cittadini acaba em dezembro e não houve acordo. O meia não seguirá no Peixe em 2019 e dificilmente será usado por Cuca até lá. Preocupado com tais problemas, o próprio comandante detalha a situação. 

- Cittadini está treinando. Ele estava com o tornozelo lesionado. Como eu vou chegar agora e dizer: "olha, você não vai jogar". Tenho conversado com o Cittadini igual conversei com o Gabriel. Tenho a mente aberta em relação a isso, já fui jogador também. O contrato dele vence no fim do ano. Temos outro que está nessa mesma linha também, que é o Bambu. O Bambu temos que renovar o quanto antes para não ficar na mesma situação do Léo - afirma Cuca, em entrevista exclusiva ao LANCE!.

Alguns problemas surgem no meio dos planos do técnico. O maior deles é o fato de que o Santos atravessa um momento político extremamente conturbado e não conta mais com alguém com função especificamente voltada para as negociações do futebol. Cuca não pretende tomar as rédeas das negociações, mas tem conversado com os atletas e se mantém a par das situações para saber o que esperar dos próximos meses. 

- O Cittadini já não é mais menino, tem 24 anos, tem uma situação lá fora... O que a gente tem que fazer? Primeiro tem que ver o que é melhor para o clube, porque o clube não pode perder o jogador. Faltam cinco meses para acabar o contrato, errou, faz parte do passado. Vamos ver daqui para a frente o que pode ser feito de melhor para o clube e para o jogador. Já falei com o Léo, com o empresário dele. A gente ficou esperando essa janela, não aconteceu nada. O que vai adiantar eu pegar o Léo e colocar para treinar às 6h da manhã, separado? Vai melhorar o que? É melhor a gente sentar e achar um caminho mais correto. Quando tiver o diretor, junto com o jogador e o empresário, a gente senta e resolve o melhor - completa o treinador. 

Com o imbróglio envolvendo o contrato de Cittadini, o meia dificilmente voltará a entrar em campo pelo Santos até o final da temporada. Justamente por manter uma boa relação com o atleta é que Cuca pretende preservá-lo. Teme, por exemplo, que uma lesão possa prejudicar o futuro de sua carreira, já que ao fim do ano o meia ficará sem contrato. 

- Não sinto hoje no Léo Cittadini uma condição de colocar para jogar. Se ele vai e tem uma fratura, sem contrato, como fica? Muda toda a vida do jogador. A gente tem que pensar muito bem nisso - finaliza.