Victor Luis realizou o sonho de marcar pelo Palmeiras, no Allianz Parque, decidindo clássico contra o Santos

Victor Luis realizou o sonho de marcar pelo Palmeiras, no Allianz, decidindo clássico contra o Santos (Divulgação)

Victor Luis, em depoimento a Thiago Ferri e William Correia
11/12/2018
08:00
São Paulo (SP)


"Sempre deixei muito aberto esse meu sonho de conquistar um título importante no Palmeiras. Hoje, sou um cara totalmente realizado, na parte pessoal, como família, e na profissional, com esse título. Meu sonho foi cumprido.

Deixei muito visível nas minhas atitudes a ansiedade. Realmente, por estar aqui há 14 anos, podendo sentir essa alegria, a ansiedade bateu muito nos jogos. Direto, no meio dos jogos, quando a jogada não estava comigo, eu pensava: "pelo amor de Deus, a gente precisa ganhar, ganhar, ganhar, afastar do pessoal que está brigando conosco pelo título". Vira e mexe, eu pensava nisso.

O meu gol, contra o Santos (garantiu a vitória por 3 a 2), foi muito importante. O tamanho dele é indiscutível por conta da nossa vitória, em um clássico, principalmente. Eu morria de vontade de fazer um gol dentro do Allianz Parque, e calhou de ser em uma oportunidade inexplicável, ajudando na nossa campanha do título. Fiquei muito feliz, sem palavras. Foi uma explosão de emoção que tirei de dentro de mim.

Sinceramente, no jogo contra o América-MG, que ganhamos, foi um primeiro tempo muito truncado. Tivemos oportunidades de fazer gol, eu tive, quando saí cara a cara com o goleiro. Mostramos nossa ansiedade dentro do campo, de 'vamos fazer gol porque precisamos ser campeões logo e acabar com essa briga com os outros times'. Querendo ou não, dentro de campo, eu procurava olhar para a torcida e perguntava quando estava o outro jogo. Por mais que o professor não goste muito disso. Tinha essa ansiedade. E creio que meus companheiros também queriam que acabasse logo. Mas o professor sempre passou para nós que, fazendo a nossa parte, não dependeríamos mais de ninguém. Isso que foi feito, e saímos felizes com o Campeonato Brasileiro.

Quando abracei o Felipão, no fim da partida contra o Vasco, eu o agradeci e falei: 'Professor, obrigado pela oportunidade que o senhor deu para todos nós, de nos ensinar, com a sua estrada de vitórias e derrotas, nos passando isso e nos blindando bastante para realizar o meu sonho para ser campeão aqui dentro'. Ele foi uma peça muito importante para nós. Foi um paizão. Apoiou, deu bronca e fez tudo que tinha de fazer. Mas sempre com esse tom de pai para todos nós.

Ajoelhar antes dos jogos é uma coisa natural minha. Sou um cara que procura agradecer, realmente, todos os dias a oportunidade que Deus me deu de poder jogar no time que torço e fazer o que amo, que é jogar futebol. Agradeço imensamente todas as vezes antes dos jogos. Agradeço a oportunidade de poder sair da arquibancada e atuar, fazendo o que milhões de pessoas gostariam de estar fazendo.

Eu me sinto completo já aqui. Hoje, sinto que conquistei meu espaço dentro do Palmeiras, não só dentro do grupo, mas aqui dentro do Palmeiras. Eu me sinto importante aqui dentro. É isso que me faz feliz: a confiança do grupo, da diretoria e de todo o staff. Eu me sinto um cara realizado aqui dentro.

Meu próximo desejo no Palmeiras, agora, é ter mais títulos. Graças a Deus, fomos campeões. Senti o gosto dessa vitória, essa sensação de ser campeão. De verdade, é uma sensação indiscutível, ótima, e pretendo ter isso mais vezes. Quando foi campeão da Copa do Brasil, em 2015, eu pude jogar o primeiro jogo e, depois, fui para o banco em outro, mas não me senti tão importante na conquista. Hoje, no Campeonato Brasileiro, eu me sinto totalmente importante, com 22 partidas, nessa realização desse feito. Almejo, agora, sentir o gosto deste título e coisas grandes para o próximo ano. Espero que possa continuar nesse ritmo, nessa batida, para conseguir mais resultados e títulos como esse."