Raphael Veiga

Raphael Veiga não desiste da busca pelo título brasileiro depois de 26 rodadas (Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras)

Thiago Ferri
18/10/2019
11:54
São Paulo (SP)

De acordo com o site Infobola, do matemático Tristão Garcia, o Palmeiras tem apenas 4% de chances de conquistar o título brasileiro, contra 93% do Flamengo - o Santos tem mais 3%. Mesmo que a oito pontos de distância do líder restando 12 jogos, Raphael Veiga não joga a toalha pelo bi, por conta da pontuação recorde de 2019.

Ao mesmo tempo que o clube carioca faz a melhor campanha da história dos pontos corridos após 26 jogos, o Verdão nunca somou tantos pontos (53) neste período desde a mudança no formato de disputa. Nem quando terminou com a taça, em 2016 (51) e 2018 (50).

- Se a gente for parar para analisar, este ano nossos pontos estão maiores que 2016 e 2018, quando fomos campeões. O Flamengo tem que tirar o chapéu, mas enquanto tivermos chances, vamos lutar sim pelo título -  avisou o camisa 23, que entrou no segundo tempo contra a Chapecoense.


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Com o desempenho irregular de Gustavo Scarpa, a vaga de armador no time de Mano Menezes segue aberta, e Veiga espera ganhar mais oportunidades. No ano passado, fez 48 jogos pelo Athletico, número que atingiu na quarta pelo Palmeiras, mas em duas temporadas.

- Ano passado fiz 48 jogos, amadureci muito, aqui também tenho crescido. Os números lá foram um pouco melhores por ter uma sequência. Quero evoluir - analisou Veiga, que tem cinco gols e uma assistência em 26 jogos neste ano.

- Todo jogador quer jogar, eu fico incomodado por não jogar, mas respeito a decisão do treinador sempre. Eu posso treinar e me dedicar todo dia para quando tiver a oportunidade. Ano que vem ainda não é momento de pensar, temos jogos importantes até o fim do ano. Depois pensamos no que fazer - acrescentou.


A chance de ser titular pela primeira vez com Mano Menezes pode vir neste domingo, quando o Palmeiras visita justamente o Furacão. Campeão da Copa Sul-Americana pelo time paranaense em 2018, o camisa 23 sabe das dificuldades de atuar na Arena da Baixada.

- Em casa eles são muito fortes. Vai ser difícil, mas temos totais condições de fazer um bom resultado, como em 2016 e 2018. Se entrarmos concentrados, podemos fazer um grande jogo - encerrou.