Leila Pereira, proprietária da Crefisa e da FAM, ainda acerta a renovação com o Palmeiras, do presidente Galiotte

Leila Pereira é aliada política de Maurício Galiotte no Palmeiras (Foto: Divulgação)

Thiago Ferri
15/12/2018
08:00
São Paulo (SP)

A diretoria do Palmeiras teve uma reunião com o representante da Blackstar International Limited para tratar de um possível patrocínio a partir do ano que vem, mas a tendência é de que o clube mantenha a parceria com Crefisa e FAM e renove o contrato por mais três temporadas, até 2021. Os valores com as empresas que já estampam as marcas no uniforme estão bem adiantados.

Para ter a exclusividade de toda a roupa, Crefisa e FAM vão pagar algo em torno de R$ 80 milhões por ano, com as mesmas bonificações atuais: R$ 4 milhões para uma vaga na Libertadores, R$ 6 milhões pelo título paulista, R$ 8 milhões pelo da Copa do Brasil, R$ 10 milhões pelo Brasileiro (o clube recebeu este valor após a recente conquista) e R$ 12 milhões caso vença a Libertadores.

Há a possibilidade, ainda, de a patrocinadora participar do pagamento de parte dos salários de Ricardo Goulart, que está próximo de acertar por um ano. Crefisa e FAM são comandadas pela conselheira Leila Pereira e já bancam fatias dos vencimentos de Lucas Lima e Borja, por exemplo. Além disso, Leila é uma das figuras mais influentes na política do clube e muito próxima a Maurício Galiotte - foi, inclusive, uma das maiores defensoras de sua reeleição.

O atual vínculo vence no dia 31 de dezembro, mas as partes tem por contrato mais um mês para tratar da renovação. A princípio, espera-se que tudo seja definido nos primeiros dias de janeiro, até para que se resolvam antes as tratativas com a Blackstar.

A concorrente foi levada por Genaro Marino, candidato da oposição, e oferece o pagamento de R$ 1 bilhão à vista no ato da assinatura por um contrato de dez anos, o que daria R$ 100 milhões por ano. Haveria, ainda, recursos acessórios que poderiam fazer o clube arrecadar R$ 1,4 bilhão de 2019 a 2029.

Na terça, Rubnei Quícoli, representante da Blackstar, reuniu-se com Alexandre Zanotta, diretor jurídico, e Gesner Guiguet, diretor de marketing. Após o encontro, Zanotta enviou a Quícoli um questionário com 19 perguntas sobre a interessada, a serem respondidas até essa sexta. De acordo com a ESPN, não foram enviadas as respostas, pois o estafe da empresa de Hong Kong não entende o motivo para desconfiança quanto à natureza do negócio.

O Palmeiras se calou sobre o assunto, mas pessoas ligadas ao clube mostraram-se surpresas com a forma como o caso tem sido divulgado, inclusive com a apresentação de valores publicamente. Quícoli chegou a falar que se o Verdão não fechar negócio, já tem conversas com pessoas ligadas tanto ao Flamengo quanto ao Corinthians. Sua vontade, contudo, é ficar no Palmeiras, por ser torcedor do clube.

O mesmo representante chegou a argumentar que a entrada da Blackstar não significaria a saída da Crefisa, mas a atual patrocinadora já disse que o ideal é se manter com a exclusividade no uniforme. Caso tivesse de dividir com outras empresas, inclusive, o valor oferecido diminuiria. A tendência, contudo, é de que a camisa alviverde continue tendo apenas Crefisa e FAM em todas as áreas pelos próximos três anos.