Matías Viña

Matías Viña comemora seu gol contra o Universitario no Allianz Parque (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

LANCE!/NOSSO PALESTRA
31/05/2021
18:25
São Paulo (SP)

Destaque do time no último ano, Matías Viña não teve um início de temporada fácil no Palmeiras. O lateral de 23 anos foi expulso ainda no começo do segundo tempo da partida de volta da Recopa Sul-Americana contra o Defensa y Justicia, que custou o título da decisão para o Alviverde. Devido ao lance, ele ainda pegou três jogos de gancho da Conmebol, cumpridos nas primeiras rodadas da Libertadores.

>> ATUAÇÕES: Weverton e Rony vão bem, mas não evitam derrota do Palmeiras para o Flamengo
>> Confira a tabela do Brasileirão 2021 e faça sua simulação

O cartão vermelho, que foi o primeiro de sua carreira, somado ao sentimento de culpa pelo vice-campeonato, abalou o uruguaio a ponto de fazê-lo buscar ajuda psicológica. Em entrevista à Radio “Sport”, Viña comentou sobre o episódio e relembrou das derrotas recentes do Verdão em finais.

– Estou trabalhando com uma psicóloga. Depois de ter sido expulso na Recopa, sofri muito porque foi o primeiro cartão vermelho da minha carreira, aprendi muito com isso e com as finais que perdemos: perdi a supercopa contra o Flamengo, a Recopa contra o Defensa y Justicia e, faz uma semana, perdemos o Paulista. São quedas fortes, claro que sempre é preciso seguir em frente e estou trabalhando nisso – revelou.

Em razão de sua ausência no torneio continental, dada a suspensão, o lateral esquerdo acabou se tornando reserva de Victor Luis, que assumiu a posição no time titular. Recém convocado novamente à seleção do Uruguai, o jogador retomou a titularidade diante do Flamengo no último domingo (30) antes de se juntar à delegação uruguaia.

Viña, que tem reconhecidamente uma personalidade mais introvertida desde que chegou ao Palmeiras, também destacou a importância do auxilio profissional para recuperação nestes momentos de dificuldade.

– Não sou muito de falar, sou bastante reservado. Sempre tentava resolver os próprios problemas que eu tinha e isso me fazia mal. Guardava muitas coisas e sentia dentro de campo, levava os problemas extra futebol para o campo. Já falava com minha namorada e minha mãe, mas me incentivaram a procurar uma psicóloga e está indo muito bem.

Por fim, o uruguaio demonstrou gratidão ao clube pela ajuda com este processo pessoal para além do campo e enfatizou que os cuidados com a parte mental devem ser observados com continuidade e atenção.

– Devemos continuar neste caminho de limpar a cabeça e trabalhar mentalmente para os jogos porque, sinceramente, não gostava de futebol como antes daquela expulsão e das finais que tinha de perder. O Palmeiras tem me ajudado muito no futebol e a nível pessoal, amadurecer, ser mais um jogador em campo, aprendi isso não faz muito tempo e continuo aprendendo – encerrou.

Desfalque do Palmeiras nos próximos três jogos, o lateral se apresentou à Celeste nesta segunda-feira (31) para começar os treinos com os companheiros para as partidas das Eliminatórias da Copa do Mundo.