Técnico ex-Vasco e Botafogo corre o Brasil em busca de talentos para seleção
O treinador Leo Figueiró analisa impacto cultural e desafios de monitorar talentos

O treinador Léo Figueiró, que comandava o Vasco desde a temporada 2023/24, deixou o cargo no final de janeiro de 2026 para se dedicar integralmente à Seleção Brasileira Feminina. O objetivo? Buscar talentos escondidos ou jovens que ainda não tiveram a oportunidade de vivenciar o esporte em alto nível.
— Vamos viajar pelo Brasil inteiro para realizar acampamentos (camps) de desenvolvimento. Acredito que a CBB vive um novo momento em todos os sentidos e vai colher frutos. Queremos levar essa oportunidade do basquete para as pessoas, apresentar o esporte com todos os seus atributos na formação integral do cidadão — afirmou o treinador em entrevista exclusiva ao Lance!.
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Desde a AmeriCup de 2025, Léo vinha atuando na implementação das orientações de Pokey Chatman, técnica principal da Seleção. A americana, com 14 temporadas de experiência na WNBA, assumiu o cargo em dezembro de 2024 com a missão de reerguer o Brasil no cenário internacional.
— É um processo, todos estão cientes disso, mas os primeiros passos estão sendo muito bem dados. Estamos mais perto da base e já temos vários parceiros nessa empreitada. As coisas vão correr muito bem. É um momento de unir forças. O basquete feminino do Brasil é campeão mundial; não é qualquer modalidade. Estamos lidando com um potencial gigantesco e muita vontade de fazer o Brasil brilhar novamente

Estados Unidos rouba talendos do Brasil
A maioria das atletas que alcança um bom nível de desenvolvimento no basquete brasileiro acaba convidada ou premiada com bolsas de estudos para atuar nos Estados Unidos. Esse êxodo leva os talentos para longe dos olhos de Léo Figueiró e da CBB, criando um desafio logístico para o monitoramento da base.
— Não podemos dizer que, esportivamente, não seja uma situação positiva, mas, acima de tudo, para a vida da menina, é uma oportunidade incrível. É uma formação acadêmica, uma experiência com outra cultura, o inglês fluente e novas possibilidades. Por isso, é complicado dizer para elas não irem — explicou o treinador.
Diante dessa realidade, o foco da Seleção Brasileira mudou. Em vez de tentar impedir a saída das atletas, a CBB quer ampliar a base de talentos em solo nacional.
— O que estamos fazendo é viajar pelo Brasil, porque, na verdade, precisamos de mais praticantes. Precisamos aumentar o número de meninas jogando para que o ecossistema do basquete feminino seja autossustentável e forte, independentemente de quem saia para o exterior.

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