Nicole Silveira celebra recorde do Brasil no skeleton: 'Entre as melhores do mundo'
Aleta planeja desenvolver jovens talentos para fortalecer o skeleton brasileiro nos próximos ciclos

No último sábado (15), Nicole Silveira escreveu mais um capítulo marcante para o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026. Com a 11ª colocação no skeleton, a gaúcha alcançou seu melhor resultado olímpico e consolidou um dos maiores desempenhos entre homens e mulheres do país na história das edições de inverno.
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A posição tem peso. Além de superar o 13º lugar obtido em Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim 2022, Nicole competiu em um ciclo considerado por ela mesma como um dos mais equilibrados da modalidade.
— Fico muito feliz com o 11º lugar, foi melhor que Pequim. Significa muito mais que o 13º lugar porque o nível de competitividade dentro desses quatro anos que vieram está muito alto. Qualquer uma entre as Top-12 poderia medalhar durante a Copa do Mundo, por exemplo. Então estou muito feliz com essa colocação.
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Desenvolvimento pessoal
A evolução também passa por superação pessoal. Nicole revelou que enfrentou dificuldades na pista meses antes da competição, especialmente na parte superior do traçado, considerada a mais técnica. O desempenho consistente nas descidas, no entanto, simboliza a virada.
— A parte de cima da pista é a mais difícil, mas, sinceramente, eu fiquei muito feliz com todas as descidas que eu tive. Tive dificuldades com essa pista em novembro e agora eu acertei. Quando eu assisto as minhas descidas, em comparação com as outras, consigo ver que estou entre as melhores do mundo.
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Entre as maiores do Brasil no gelo, Nicole mira nova geração e futuro do skeleton
O resultado ganha ainda mais relevância quando inserido no contexto histórico do esporte feminino brasileiro nos Jogos de Inverno. Com o 11º lugar, Nicole alcança a segunda melhor marca feminina do país na história olímpica de inverno, ficando atrás apenas de Isabel Clark, que foi 9ª colocada no snowboard cross em Jogos Olímpicos de Inverno de Turim 2006.
Aos 30 anos, Nicole não projeta metas individuais a longo prazo, mas já pensa no legado. A atleta destacou a importância de desenvolver novas gerações e citou os Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude de 2028 como próximo marco.
A ideia, segundo ela, é identificar jovens de 15 a 17 anos para impulsionar o crescimento do skeleton no país e ampliar a presença brasileira no gelo. Depois de um resultado histórico, Nicole Silveira não apenas consolida seu nome entre as melhores do mundo — como também mira a construção de um futuro ainda mais ambicioso para o Brasil na modalidade.

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