Maradona mural em Nápoles

Mural de Maradona em Nápoles: por onde se vá existem imagens do craque, bandeiras, grafite etc  (Reprodução)

Guilherme Gomes Pinto
14/07/2019
20:41
Nápoles (ITA)

Em todo o mundo, taxistas costumam entender de futebol. Não é diferente em Nápoles. No caótico trânsito napolitano, Mario Teló guia seu  Fiat branco semi-detonado enquanto buzina aqui, xinga ali e fala com entusiamo sobre o tema.

- Para mim, é primeiro Maradona e depois San Gennaro (São Januário) - diz esse napolitano de 62 anos.

- Minha mulher não gosta que eu fale isso, mas é assim que eu sinto.

E não é só ele que pensa assim no Sul da Itália. A passagem de Maradona pelo time do Napoli na década de 80 imortalizou o argentino como o maior jogador da história do clube e o elevou à condição de Santidade na cidade. Com ele, o Napoli foi bicampeão italiano em 87 e 90, e vice em 88 e 89.  

- Outro craque era Antonio - emenda Teló, lembrando do atacante brasileiro Careca, que fez sucesso no Guarani e São Paulo antes de brilhar na itália.

- Maradona e Careca formavam o melhor ataque  de todos os tempo - diz. 

E o que isso tem a ver com a Universíade? Simples. Essa idolatria a Maradona é tão forte que, durante a disputa dos Jogos Universitários, o segundo país por quem os italianos torciam disparado era a Argentina - depois da Itália, claro.

- Sentimos um afeto incrível da torcida napolitana. E tudo por causa de Maradona. Ele é um Deus aqui. Eles o amam como se ele fosse napolitano - diz Napoleon Cozzani, oficial da delegação argentina na Universíade. 

Mas apesar de todo esse apoio, nossos vizinhos ganharam apenas uma medalha nos Jogos, uma prata, com Belen Casetta nos 3.000m com obstáculos. E isso mesmo com uma delegação numerosa de cerca de 180 atletas.

- Ainda assim nosso desempenho foi dentro do esperado - garante Cozzani.