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Mercedes nega 'traição' a Hamilton por priorizar Antonelli na F1

Toto Wolff deixa claro que sempre houve transparência nas negociações

PorGrande PremioRio de Janeiro (RJ)
09/09/2024 16:12

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Lewis Hamilton defenderá a Ferrari em 2025 (Foto: Andrej ISAKOVIC / AFP)

O decisão de Lewis Hamilton de deixar a Mercedes ao final da temporada 2024, antes do término do contrato vigente, para se unir à Ferrari no ano que vem foi, sem dúvida, a maior movimentação do mercado recente da Fórmula 1, e Toto Wolff garantiu não ter arrependimentos por priorizar o pupilo Andrea Kimi Antonelli ao incluir uma cláusula de saída no contrato do heptacampeão. O dirigente, aliás, deixou claro que o time sempre agiu com transparência, portanto "não houve traição".

O próprio Wolff admitiu, ainda em fevereiro deste ano, que não quis correr o risco de perder Antonelli da mesma forma como havia sido com Max Verstappen. Em 2014, o austríaco teve a chance de contratar o ainda adolescente neerlandês, porém não teve como garantir um assento para ele, já que tinha Hamilton e Nico Rosberg formando a dupla titular.

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Verstappen, então, foi parar na Red Bull aos 17 anos, e o resto é história.

- Perdemos, então, um jovem piloto, e todo mundo pôde ver o quão bem-sucedido ele se tornou. Precisamente por termos um piloto jovem guiando em altíssimo nível no horizonte, eu gostaria de deixar essa opção aberta - explicou em entrevista à TV austríaca ORF na ocasião.

Como se sabe, Hamilton acionou a liberação, pondo fim a um dos casamentos mais bem-sucedidos da história da categoria, que rendeu oito títulos de Construtores e seis de Pilotos para o #44. Seis meses após admitir que deixou Lewis livre por medo de perder Antonelli, Wolff foi questionado pelo site da emissora britânica BBC se havia arrependimentos.

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"Não (houve arrependimentos). Decidimos por isso como equipe e sempre fomos muito transparentes com Lewis. E o lado bom é que ele consegue se colocar no lugar e entender o que queríamos fazer. Portanto, nesse aspecto, não há ressentimentos, não há traição - salientou.

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A expectativa para a chegada definitiva de Hamilton à Ferrari já é enorme, tanto que a aficionada torcida do Cavallino Rampante deu uma pequena prova do que virá em 2025 durante a passagem da F1 pela Itália, última corrida disputada até o momento. Wolff acredita que a mudança só fará bem ao britânico de 39 anos.

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- Mudar também foi para o bem dele. Essa foi a maior jornada de um piloto em uma equipe. Foram 12 anos, ao todo. Talvez ele precisasse, de certa forma, mudar e se reinventar - seguiu.

- Ser piloto Ferrari é superprestigioso. Talvez para nós, como equipe, também seja importante nos emanciparmos e seguirmos em uma direção diferente - finalizou Wolff.

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A Fórmula 1 volta de 13 a 15 de setembro em Baku, para a disputa do GP do Azerbaijão, 17ª etapa da temporada 2024.

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