Martin Fuksa - Atleta Olímpico

Tcheco Martin Fuksa é campeão mundial de canoagem velocidade (Foto: Hugo Silva/Red Bull Content Pool)

Jonas Moura
24/03/2020
17:07
Rio de Janeiro (RJ)

Choro, mensagens de apoio e palavras de esperança. Após o Comitê Olímpico Internacional (COI) oficializar, na manhã desta terça-feira, o adiamento dos Jogos de Tóquio para 2021, atletas do Brasil e do mundo utilizaram expuseram seus sentimentos com relação à medida, pedida pelo governo japonês e acatada pela entidade máxima do esporte olímpico mundial.

Campeão mundial de canoagem velocidade em 2015 e 2017 na modalidade C-1 500m, o tcheco Martin Fuksa publicou duas imagens sobre o adiamento do evento e uma em que derrama lágrima por conta do fato. Já a estadunidense Kate Courtney, segunda colocada no ranking mundial de MTB XCO, fez uma postagem em tom esperançoso.

“Nossa hora chegará. Estes sonhos não estão cancelados, eles apenas estão esperando pelo momento certo. Esperança e coração partido podem viver lado a lado”, escreveu a atleta americana.

Estreante nos Jogos de Tóquio, a escalada esportiva também foi representada. A austríaca Jessica Pilz publicou uma imagem em que aplaude a decisão tomada pelo COI. Já a medalhista de ouro no Rio-2016 no heptatlo, a belga Nafissatou Thiam, publicou um depoimento em que concorda com as medidas tomadas.

“Tóquio 2021...parece bom para mim. Não é a notícia mais feliz, mas é a melhor coisa a ser feita. Vamos ver esse adiamento por mais 12 meses para nos preparar e chegar na melhor forma possível para os Jogos. Eu estarei pronta. Até lá, fique seguro e cuide dos entes queridos”, escreveu a atleta.

No Brasil, atletas, ex-atletas e treinadores das mais diversas modalidades declararam seu apoio à decisão do COI. 

- Foi uma decisão que todos que possuem uma consciência do que está acontecendo sabem que deveria ser tomada. Óbvio que deve ser uma decisão difícil adiar os jogos Olímpicos, nunca aconteceu na história de adiar, aconteceu por conta das guerras mundiais. Então na minha opinião, era a única opção viável possível postergar um ano - afirmou o velejador Jorge Zarif, campeão mundial na classe Finn.

Para o ex-nadador Thiago Pereira, medalhista de prata em Londres-2012 nos 400m medley, a medida garante que os atletas consigam entrar em sintonia com o mundo no combate ao coronavírus e retomar o foco nos Jogos somente quando houver condições de preparação.

- Acho que esse adiamento foi mais um motivo para a gente ver que a coisa não está tão simples igual todo mundo imaginava. Foi realmente a decisão mais acertada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), até pelo fato de toda preparação dos atleta. Está todo mundo em casa, então fica complicado em termos de desempenho, realização das seletivas, etc. Acredito que foi de grande acerto, parabéns ao COI. Agora, todo mundo pode ficar tranquilo em casa, quietinho e a gente tentar cada vez mais baixar essa curva e nos proteger - declarou o brasileiro.

A opinião é parecida com a de Gustavo Grummy, da Seleção Brasileira de polo aquático.

- Para nós, atletas, era a coisa mais sensata a ser feita, pensando nessa pandemia que está atormentando o mundo. Era uma coisa que nós atletas queríamos, e graças a Deus o COI acatou essa decisão. Agora, basta cada um fazer sua parte ficando em casa, se prevenindo, treinando em casa também. Porque daqui a pouco saberemos a data certa, Tóquio-2021 passa ser nosso sonho, mas nosso principal sonho nesse momento é um mundo melhor, com mais saúde e as pessoas se cuidando mais. Vamos ser conscientes, vamos colocar a mão na cabeça antes de fazer alguma coisa que estão pedindo para não fazer. Porque o nosso objetivo é com o mundo agora, com a sua família, com a minha família - declarou o jogador.

Nas próximas semanas, o COI deve anunciar as novas datas para realização dos Jogos de Tóquio. Enquanto isso, os atletas seguem as suas rotinas de treinamentos adaptados devido à pandemia do coronavírus.