Fora do US Open, Djokovic coleciona polêmicas desde o início da pandemia
Sem estar vacinado contra o Covid-19, tenista sérvio não poderá atuar em mais um Grand Slam na temporada

Doze de setembro de 2021, Arthur Ashe Stadium, final masculina do US Open de tênis. Naquele dia, Novak Djokovic entrava na quadra principal do Grand Slam norte-americano pela última vez. Com um triplo 6/4, o sérvio viu Daniil Medvedev vencer a partida e levar o troféu para casa.
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Quase um ano depois, Djokovic aguardou até o último minuto para saber se poderia tentar uma revanche e buscar seu 22º título de Grand Slam nos Estados Unidos em 2022. A resposta foi negativa.
"Infelizmente não poderei viajar para Nova York e jogar o US Open desta vez". Assim ele anunciou, via redes sociais, que está fora do quarto e último Grand Slam da temporada. Não vacinado contra a Covid-19, o sérvio está impedido de entrar nos Estados Unidos, país que exige o comprovante de vacinação de todos os estrangeiros.
Para Djokovic e fãs do tênis, a situação não é nenhuma novidade. Em janeiro, o sérvio protagonizou um embate contra o governo australiano e acabou deportado do país um dia antes do início do Aberto da Austrália, primeiro Grand Slam da temporada. A ação foi tomada por juízes do Tribunal Federal australiano, que mantiveram a decisão do ministro da Imigração de cancelar o visto de Djokovic por motivos de interesse público.
Durante a confusão na Austrália, a defesa do sérvio alegou que ele havia testado positivo para Covid-19 em 16 de dezembro e que por isso estaria isento da vacina para a disputa do Grand Slam. No entanto, publicações da Federação de Tênis da Sérvia mostraram o tenista participando de um evento no dia seguinte ao teste positivo - sem máscara - com jovens tenistas do país, o que aumentou ainda mais a repercussão do caso.
Primeira infecção
E essa nem foi a primeira vez que Djokovic contraiu o vírus. Em junho de 2020, quando a ATP já havia suspendido todos os torneios por causa da pandemia, o ex-número um do mundo promoveu uma competição amistosa com a promessa de arrecadar fundos para os afetados pela Covid-19.
Com público, sem restrições de distanciamento social ou uso de máscaras, o evento acabou virando um vetor de contaminação. Além do próprio Djokovic, atletas como Grigor Dimitrov, Viktor Troicki e Borna Coric testaram positivo para o vírus após participarem do torneio.
O sérvio acabou reconhecendo que a realização do torneio não foi a melhor das ideias e pediu desculpas pelo incidente.
- Infelizmente o vírus segue presente e é uma nova realidade à qual ainda estamos nos adaptando. Espero que as coisas melhorem e possamos voltar a viver como antes. Estou profundamente arrependido. Estávamos errados - disse à época.
Ainda assim, Djokovic não voltou atrás em sua decisão de não se vacinar. Campeão de Wimbledon em julho e dono de 21 títulos de Grand Slam - um a menos que o recordista Rafael Nadal -, o sérvio disse em entrevista à BBC, em fevereiro, que não é contra vacinas, mas não abriria mão de tomar suas próprias decisões em relação a seu corpo. Além disso, Djokovic afirmou estar pronto para "pagar o preço" e não disputar torneios caso a vacinação fosse exigida.
US Open divulga comunicado
Sem Novak Djokovic na chave, o US Open se manifestou afirmando que um lucky loser será inserido na disputa após o fim do torneio qualificatório. Além disso, a diretora do Grand Slam, Stacey Allaster, também se pronunciou.
- Novak é um grande campeão e é uma pena que não possa competir no US Open em 2022 já que ele não pode entrar no país por conta da política governamental de vacinação para cidadãos não americanos. Estamos ansiosos para recebê-lo de volta no US Open de 2023 - disse Allaster.

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