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Corredores profissionais podem usar relógio e fone de ouvido?

Conheça as normas que proíbem comunicação externa e áudio em competições.

PorLance!São Paulo (SP)
07/07/2025 07:44
Justino Pedro da Silva foi o brasileiro mais bem colocado nos 42K da Maratona do Rio 2025 (foto: Lucas de Oliveira)
Em grandes competições, corredores de elite devem evitar fones de ouvido ou relógios conectados para seguir regras técnicas. (Foto: Lucas de Oliveira)
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As provas de atletismo exigem cumprimento rigoroso das regras.
Atletas profissionais não podem usar dispositivos que permitam comunicação externa.
O uso de relógios com conexão ativa e fones de ouvido é proibido.
As penalidades por desrespeito incluem advertências e desclassificações.
As regras garantem a integridade da competição e a autonomia do atleta.
Resumo supervisionado pelo jornalista!

Participar de provas de alto nível no atletismo exige não apenas preparo físico, mas também o cumprimento rigoroso das regras. Entre as proibições mais relevantes estão o uso de dispositivos que permitem comunicação externa, como relógios inteligentes com conexão ativa e fones de ouvido durante a prova. O Lance! responde se corredores profissionais podem usar relógio e fone de ouvido?

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Essas restrições têm como objetivo principal preservar a integridade da competição, evitando que atletas recebam instruções externas ou estímulos que possam influenciar no desempenho. A proibição também tem relação com a segurança do percurso, já que o uso de fones compromete a percepção auditiva de avisos importantes durante a corrida.

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Entenda a seguir o que está por trás dessas regras, quais são as penalidades previstas e por que o uso desses equipamentos é tratado com tanta seriedade entre os profissionais.

Corredores profissionais podem usar relógio e fone de ouvido?

Por que relógios conectados são proibidos

Nas principais competições de atletismo, é proibido que os corredores profissionais usem relógios com capacidade de receber instruções externas em tempo real, como aqueles com conexão por bluetooth, wi-fi ou rede móvel. A justificativa é simples: permitir esse tipo de comunicação poderia gerar vantagem estratégica a partir de comandos de treinadores, preparadores ou até inteligência artificial durante a prova.

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O que é permitido são os relógios simples de cronometragem, sem qualquer tipo de alerta automático, vibração programada ou conexão ativa durante a corrida. A ideia é que o atleta dependa exclusivamente da sua percepção de ritmo, estratégia própria e capacidade física, sem qualquer tipo de auxílio tecnológico no momento da competição.

Por que fones de ouvido são proibidos

O uso de fones de ouvido também é proibido para corredores de elite, tanto para escutar música quanto para receber qualquer tipo de instrução. Essa proibição é baseada em três pilares fundamentais:

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  • Segurança: o atleta precisa estar atento a comandos da arbitragem, avisos da organização e até movimentos de outros corredores. Os fones prejudicam essa percepção.
  • Igualdade competitiva: ouvir música pode interferir no rendimento emocional e físico do atleta, alterando a cadência e a motivação. Isso pode ser visto como vantagem indevida.
  • Evitar comunicação externa: fones também podem ser usados para instruções ao vivo por áudio, o que quebraria completamente a lógica de competição individual.

Em provas amadoras de corrida, o uso de fones de ouvido costuma ser tolerado — especialmente quando não há premiação envolvida ou registro em ranking oficial. Já entre os profissionais, o uso pode levar à desclassificação imediata.

Penalidades previstas nas corridas

Caso o uso de dispositivo proibido seja identificado, o atleta pode sofrer advertência, perda de colocação ou desclassificação direta, dependendo da gravidade e do regulamento da competição. Em muitos eventos, os fiscais realizam inspeções antes da largada para garantir que todos os corredores estejam em conformidade com as regras.

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Se for verificado que um atleta utilizou fone de ouvido ou relógio conectado durante o percurso da corrida, o júri técnico pode revisar imagens, consultar relato de fiscais e aplicar punição mesmo após a conclusão da prova. Isso vale especialmente para provas com premiação ou pontos válidos para rankings internacionais.

A lógica por trás das restrições nas corridas

Essas regras foram implementadas para garantir que as competições sejam vencidas por mérito esportivo, sem qualquer tipo de influência tecnológica externa. O uso de música, por exemplo, pode ajudar o atleta a manter o ritmo, reduzir a percepção de dor e melhorar o estado emocional durante a corrida — tudo isso é interpretado como vantagem artificial.

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Da mesma forma, permitir comunicação por voz ou mensagem durante uma prova quebraria a independência tática do atleta e abriria precedentes para o uso de algoritmos que ajustem o ritmo ideal em tempo real, tirando completamente o caráter humano da competição.

As federações e organizadores reforçam constantemente que o atletismo é uma modalidade que exige não apenas capacidade física, mas também autonomia, estratégia pessoal e controle emocional, todos elementos que devem vir do próprio atleta — e não de estímulos tecnológicos.

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