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Entenda a fórmula do Real Madrid na venda de seus jogadores da base

Clube adota política na venda de seus jogadores da base

PorTiago Teixeira MendesRio de Janeiro (RJ)
25/07/2025 12:02
Atualizado em 25/07/2025 12:35

Supervisionado porNathalia Gomes,
Gonzalo García comemora golaço pelo Real Madrid (Foto: Javier Soriano/AFP)
Gonzalo García comemora golaço pelo Real Madrid (Foto: Javier Soriano/AFP)

Nos últimos anos, além de contratar talentos, o Real Madrid também tem revelado talentos. Apesar disso, com a grande gama de astros no elenco, o clube merengue desenvolveu um modus operandi de como tratar as suas joias: vendê-los, mas não definitivamente. Entenda como funciona a fórmula da equipe madrilenha:

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Quem é revelado por Real Madrid e deixa o Bernabéu, raramente sai por completo. Ao contrário de outras equipes que vendem jovens promessas e encerram os laços, o Real Madrid prefere vender mantendo algum controle sobre o futuro desses atletas. É assim que cria uma rede de segurança para eventual repatriação - ou para lucrar com transferências futuras.

Entenda o modus operandi do Real Madrid

O caso de Fran García ilustra muito bem a fórmula do Real Madrid. Em 2021, o lateral foi vendido ao Rayo Vallecano por 2 milhões de euros. A transferência, no entanto, não foi definitiva. O Real manteve 50% dos direitos do jogador, o que lhe permitiu, dois anos depois, recomprá-lo por apenas 5 milhões de euros - metade da cláusula de rescisão. O lateral havia se valorizado e, graças à cláusula acordada anteriormente, o clube exerceu sua preferência e o trouxe de volta.

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Fran García em ação no Rayo Vallecano (Foto: AFP)
Fran García em ação no Rayo Vallecano (Foto: AFP)

Esse modelo é hoje comum em Valdebebas. Vendas com retenção de 50% dos direitos garantem ao Real duas possibilidades: recomprar o atleta por metade do valor da cláusula ou lucrar com uma futura venda. Se outro clube adquirir o jogador por 10 milhões de euros, por exemplo, o Real embolsa metade. Um sistema vantajoso para os dois lados - clube e jogador - e que preserva o vínculo com o Bernabéu.

Além de Fran García, outros nomes seguem o mesmo roteiro: Jacobo Ramón, que está próximo de se transferir para o Como, Chust, para o Cádiz, Yusi, no Alavés, Chema Andrés, no Stuttgart, Arribas, no Almería, Marvin, em Las Palmas, Álvaro Rodríguez, no Elche, e Latasa, para o Valladolid. Todos têm contratos que deixam o Real Madrid observando suas evoluções.

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Clube também mantém uma claúsula de recompra

Mas o Real Madrid vai além. Em alguns casos, acrescenta uma cláusula de recompra imediata, como fez com Miguel Gutiérrez, atualmente no Girona. Ele pode ser readquirido por 9 milhões de euros, conforme estipulado. Situação semelhante à de Víctor Muñoz, vendido ao Osasuna com opção de recompra - e também com 50% dos direitos mantidos.

Víctor Muñoz entrando na partida no confronto entre Real Madrid e Barcelona, válido por La Liga (Foto: Reprodução)
Víctor Muñoz entrando na partida no confronto entre Real Madrid e Barcelona, válido por La Liga (Foto: Reprodução)

Outro recurso utilizado é o direito de preferência, presente nos contratos de jogadores como Kubo, Antonio Blanco e Gila. A cláusula obriga o novo clube a notificar o Real Madrid caso receba uma proposta de outro interessado. Assim, os blancos têm a chance de igualar a oferta e recuperar o atleta. Mais um exemplo da obsessão por manter algum tipo de controle sobre suas "crias".

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Os jogadores revelados por "La Fábrica" não saem completamente. Podem até ser vendidos ou emprestados, mas sempre haverá um mecanismo, por menor que seja, que permita o Real Madrid intervir e analisar sobre o futuro do jogador.

Base do Real Madrid gera lucro e talento

Na pré-temporada nos Estados Unidos, por exemplo, Xabi Alonso convocou 34 atletas, sendo 10 formados em Valdebebas - quase 30% do elenco. Considerando nomes como Carvajal, Fran García, Lucas Vázquez e Asensio, esse número sobe para 41%.

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Entre os nomes mais valiosos estão Gonzalo, joia de 21 anos com cláusula de 50 milhões de euros e forte interesse da Premier League; Víctor Muñoz, vendido por 6 milhões de euros para o Osasuna com recompra possível; Jacobo Ramón, que deve ir ao Como mantendo os 50%; e Yusi, prestes a assinar com o Alavés por 3 milhões de euros em um contrato de quatro anos.

Outros como Chema Andrés, Fortea, Diego Aguado, Mario Martín, Fran González e Sergio Mestre também seguem com futuro monitorado. Alguns continuarão no Castilla, outros já despertam o interesse de clubes da Bundesliga, Premier League e Série A italiana. Mas em todos os casos, o Real Madrid mantém um plano.

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